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Agredido ao defender mendigo terá alta nesta quarta, diz cirurgião

Agredido terá alta hoje, diz cirurgião

Atualizado: Quarta-feira, 8 Fevereiro de 2012 as 11:26

Vítor Suarez Cunha, de 21 anos,quepassou por uma cirurgia em que teve 63 pinos implantados no rosto por causa doespancamento que sofreu terá alta na tarde desta quarta-feira (8), informou Silvério Moraes, cirurgião que operou o jovem no domingo (5) no Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha Ilha do Governador.
Vítor foi agredido na madrugada de sexta-feira (3), também na Ilha, ao defender um mendigo que era importunado por um grupo de cinco jovens. Ele levou vários violentos chutes no rosto.

Segundo investigação da 37ª DP (Ilha do Governador), quatro suspeitos do crime já foram presos. Um quinto suspeito, já identificado pela polícia, é considerado foragido.

'Traumatizado'

O cirurgião disse que o estado clínico de Vítor evolui bem, e ele não ficará com sequelas físicas ou neurológicos. Porém, o cirurgião recomenda que o rapaz passe por um tratamento psiquátrico, pois, segundo disse, está muito abalado:

"Ele viu a morte de perto e está traumatizado. Quando tenta dormir, volta tudo à cabeça", disse,

Segundo o cirurgião, em cerca de uma semana Vítor passará por novos exames para ver ser já é possível a retirada dos pontos. Em casa, ele terá de tomar medicamentos, ficar em repouso, deitado em cama com cabeceira elevada e com dieta líquida e pastosa.  

Os suspeitos

O quarto jovem suspeito de agredir Vítor, Felipe Melo dos Santos, se apresentou à 37ª DP (Ilha do Governador) e foi preso na tarde da terça-feira (7), segundo o delegado Deoclécio de Assis Filho, que investiga o caso. Outros três suspeitos também estão presos: William Nobre Freitas, Tadeu Assad e Rafael Zanini Maiolino. Equipes de policiais estão à procura do quinto suspeito, já identificado como Edson Luiz Júnior.

Também na terça, o delegado ouviu o soldado da Aeronáutica Yuri Ribeiro. Ele usou a internet para prestar solidariedade a dois amigos presos e fazer ameaças. A Aeronáutica já abriu sindicância para apurar o caso e, em nota, informou que ele poderá ser excluído da Força Aérea Brasileira (FAB).

A polícia identificou mais um jovem que não teria participado das agressões, mas teria visto tudo sem fazer nada para impedir as agressões do grupo. Ele também será intimado a depor.

Vítima quer voltar à vida normal

Na terça-feira (7), Vitor conseguiu falar com dificuldade. Sem querem comentar as agressões que sofreu, disse apenas que quer "voltar a fazer as coisas que fazia."
"Estou melhorando, mas tem todo esse processo ainda para eu me acostumar, com a cirurgia. Mas, em vista de tudo, estou ótimo. Quero voltar a fazer as coisas que eu fazia, poder comer o que eu comia, sair, ver televisão", disse o jovem no quarto do Hospital Santa Maria Madalena.

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