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Agricultor decide fazer greve de fome em protesto contra juiz de MT

Agricultor decide fazer greve de fome em protesto contra juiz de MT

Atualizado: Quinta-feira, 20 Outubro de 2011 as 3:55

Agricultor decide fazer greve de fome em Mato Grosso em frente ao Tribunal de Justiça.

(Foto: Reprodução TVCA)

  O produtor rural Clayton Arantes, de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, decidiu protestar contra um juiz da comarca do município fazendo greve de fome. Nesta quinta-feira (20), ele veio até Cuiabá e acampou em frente ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele diz que a partir de agora somente água fará parte de sua alimentação. Arantes acusa o magistrado Paulo Martini, da Primeira Vara Cível, de ser parcial na decisão de um processo que define a posse de uma fazenda.

"As evidências do meu processo que estou sendo vítima são muito claras. Estou pedindo para ser julgado por um juiz imparcial, e não ser condenado a perder uma área que está prestes a ser desapropriada em função de uma sentença dada por um juiz corrupto", acusa. O produtor rural diz que as decisões não estão sendo tomadas de forma parcial e que corre o risco de perder uma área de mais de dois mil hectares, a qual alega ter comprado.

Por telefone, o juiz Paulo Martini disse ao G1 que tem conhecimento das acusações. Por outro lado, argumentou que o produtor não tem credibilidade. Segundo o magistrado, Arantes responde ações na justiça por casos como porte ilegal de arma, corrupção ativa, falsificação de documentos públicos e apropriação indébita.

"Os trâmites judiciais não estão sendo respeitados. Desde a primeira audiência, quando adentramos para a sala do juiz, ele [juiz] se dirigiu à família, os cumprimentou de maneira efusiva, perguntando pela saúde, como estava a família, citando nomes" declarou. Arantes diz ter sofrido ameaças de morte em razão da ação que moveu na justiça para garantir a posse da propriedade e que precisou levar a família para fora do estado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Mato Grosso, diz estar acompanhando o caso e que contra o mesmo magistrado há pedidos para que ele seja afastado. "Todas as denúncias foram feitas. O Ministério Público pediu o afastamento [do juiz], mas o pleno do Tribunal de Justiça não acolheu. A maioria não pretende punir", declarou Cláudio Stabille, presidente da OAB-MT.

A Corregedoria do Tribunal de Justiça do estado disse que um requerimento contra o juiz de Sinop foi protocolado pelo produtor rural na última sexta-feira (14) e que o caso será analisado. De acordo com a corregedoria, a conduta administrativa do magistrado será analisada.          

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