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'Ainda tenho medo', diz garoto vítima de ataque de cachorro em Cuiabá

'Ainda tenho medo', diz garoto vítima de ataque de cachorro em Cuiabá

Atualizado: Sexta-feira, 9 Setembro de 2011 as 1:34

Mãe diz que garoto ficou traumatizado com o ataque do cachorro. (Foto: Leandra Ribeiro/G1)

  O garoto de 6 anos atacado por um cachorro em Cuiabá ainda se recupera dos ferimentos e se emociona ao lembrar do dia em que Betolo, um cão da raça Boxer, avançou sobre ele. O ataque aconteceu no feriado de 7 de setembro, no bairro Doutor Fábio 2, na capital mato-grossense. A criança foi socorrida e levou 26 pontos.

A família mora em uma casa alugada e o ataque aconteceu no quintal da residência. O cachorro, que pertence ao proprietário da casa, Gabriel das Graças, convivia com as crianças no local. O garoto conta que estava brincando com o irmão quando foi atacado. "Eu estava brincando de esconde-esconde com meu irmão e, depois, de luta. Quando meu irmão bateu uma garrafa pet nas minhas costas, o cachorro avançou em mim. Tropecei e ele começou a me morder. Ainda estou com medo", relembrou a criança, que sofreu mordidas nas costas, na cabeça e nos braços.     Diante do ataque do animal, a mãe Kelcilene Kátia de Jesus tentou socorrer o filho, mas conseguiu somente com a ajuda de um sargento do Corpo de Bombeiros que estava na casa ao lado. Ela lembrou dos momentos de tensão que passou para salvar o filho. "Sozinha eu não ia conseguir. Aquela hora eu vi meu filho ser morto na minha frente", recorda Kelcilene.

“Eu estava na casa do meu irmão, ao lado, e ouvi os gritos. Quando olhamos pela cerca vimos que o animal atacou a criança", disse o primeiro sargento Judson Rodrigues Nabor, do Corpo de Bombeiros, que prestou socorro à criança. Ele conta que usou um pedaço de madeira para abrir a boca do cachorro, fazendo uma espécie de alavanca. "Na hora, vi a criança ser abocanhada pelo cão e só pensei em salvar [o garoto]. Salvei uma vida", completou Nabor.

Trauma

Kelcilene de Jesus disse ao G1 que o filho não come direito desde o acidente e não consegue dormir à noite. Mesmo assim, segundo ela, a criança não deixou de se preocupar com o futuro do cachorro. “Ele está triste, muito traumatizado. Ficou me perguntando a toda hora: 'mãe, o que vai acontecer com o cachorro?'”, observou a mãe.

Dono disse que vai doar o cachorro devido ao

ataque. (Foto: Leandra Ribeiro/G1)

  O servente de pedreiro e dono do cachorro, Gabriel das Graças, afirmou ao G1 que o cachorro não deve permanecer na residência. “Ele [o cachorro] nunca foi agressivo assim com ninguém, nunca mordeu uma criança. Mas já falei com a Kelcilene, que vou dá-lo. Vou me desfazer do cachorro por causa disso”, disse Gabriel, que tem o cachorro há mais de 10 anos. Para a mãe, a saída do cachorro da casa será melhor para o filho, que mesmo preocupado com o animal, não quer mais tê-lo por perto. “A gente nunca pensa que vai acontecer com o filho da gente. O comportamento do cão sempre foi normal. Só era bravo com pessoas estranhas. Agora eu estou muito assustada”, concluiu Kelcilene.        

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