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Ajuda humanitária da Líbia para Gaza deve ocorrer por terra, depois que navio teve rota alterada

Ajuda humanitária da Líbia para Gaza deve ocorrer por terra, depois que navio teve rota alterada

Atualizado: Quinta-feira, 15 Julho de 2010 as 9:49

Autoridades de Israel afirmam que a expedição com ajuda humanitária da Fundação Kadafi, da Líbia, que segue para a Faixa de Gaza, já chegou ao porto egípcio de El Arish. O navio alterou a rota, se desviando para o Egito, a fim de evitar um embate direto com os israelenses que submetem a região de Gaza a um bloqueio econômico e comercial. A embarcação foi escoltada por militares israelenses até o porto egípcio. As informações são da rede de televisão estatal de Israel, Channel 1. O ministro de Inteligência de Israel, Dan Merido, disse que não há problema com a carga a ser enviada a Gaza, por via terrestre a partir de ElArish, desde que não contenha material considerado útil na fabricação de armas. A ideia é descarregar as mercadorias e transferi-las em caminhões do movimento internacional humanitário Crescente Vermelho.

A expedição humanitária foi articulada por uma organização não governamental líbia sob o comando de Saif al Islam Kadafi, que é filho do presidente da líbia, Muammar Kadafi. De acordo com os líbios, a medida é uma questão de solidariedade.

Para o governo de Israel, o envio do navio líbio é uma provocação. Segundo as autoridades israelenses, a carga poderia ser enviada por meio do porto israelense de Ashdod ou pelo egípcio Arish.

Desde 2007, a região da Faixa de Gaza está submetida a um embargo econômico imposto por Israel. Recentemente foi autorizada a entrada de bens de consumo, como alguns tipos de alimentos, brinquedos, medicamentos e roupas. Porém, material considerado suspeito ou útil na confecção de explosivos está vetado. A lista de proibições inclui material de construção.

As autoridades israelenses justificam que o bloqueio foi imposto por causa das pressões e ameaças do movimento Hamas, que assumiu o controle da região de Gaza. Mas as discussões se intensificaram depois que Israel atacou uma frota com ajuda humanitária, em 31 de maio, provocando a morte de nove pessoas e ferimentos em mais 30.

Edição: Talita Cavalcante

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