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Alckmin diz que Ecovias poderá ser punida por acidente na Imigrantes

Alckmin diz que Ecovias poderá ser punida por acidente na Imigrantes

Atualizado: Segunda-feira, 19 Setembro de 2011 as 1:26

Caminhão queimado em acidente na Rodovia dos Imigrantes (Foto: Carolina Iskandarian/G1)     A concessionária Ecovias poderá ser punida pela ocorrência de um mega-acidente envolvendo cerca de 270 veículos quinta-feira (15) na Rodovia dos Imigrantes, em São Bernardo do Campo, no ABC. A afirmação foi feita pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira (19), durante evento na Zona Norte da capital paulista. Uma pessoa morreu e 51 ficaram feridas, segundo informações da concessionária e da Polícia Militar. O acidente aconteceu durante a ocorrência de uma neblina muito densa, que reduziu a visibilidade no trecho.

Apesar de afirmar que há a possibilidade de punição, Alckmin disse que a maneira como ela poderá ser aplicada ainda precisa ser estudada. “Vamos primeiro aguardar todas as apurações que estão sendo feitas para ver quais vão ser os resultados dessas apurações”, afirmou o governador.

Procurada pelo G1 , a Ecovias informou que vai divulgar nota sobre o assunto ainda nesta segunda e que aguarda a perícia para saber as causas do acidente.

Alckmin também disse ver a necessidade de aprimorar alguns procedimentos feitos pela concessionária, principalmente em relação à neblina, que é recorrente em alguns trechos das rodovias Anchieta e Imigrantes, administradas pela Ecovias. “O que eu vejo que é necessário, já existe, mas pode ser sempre aperfeiçoado, é a questão de monitoramento de neblina, você estabelecer uma disciplina melhor nos comboios. A Artesp já está trabalhando com a concessionária nessa questão”, disse o governador.

Causas

Segundo o coronel Roberval França, comandante da PM na região do ABC, o acidente se estendeu por um espaço de dois quilômetros na rodovia e todas as batidas ocorreram em um intervalo de 10 a 20 minutos. A neblina densa que se formou repentinamente na região do acidente é a provável causa das colisões, que serão analisadas pela Polícia Rodoviária e pela Ecovias. “O principal fator é a neblina. Foi uma neblina densa, totalmente atípica para o trecho do acidente. Os motoristas também deveriam ter interrompido a viagem, diminuído a velocidade.”

De acordo com a concessionária, não houve falta de informações aos motoristas que poderiam ter prevenido o acidente. “Não faltaram informações, o atendimento foi muito rápido. A situação climática realmente foi atípica, o nevoeiro caiu repentinamente. A base da Polícia Rodoviária rapidamente fez uma operação de redução de velocidade, mas acabou se envolvendo no acidente”, disse Eduardo di Gregório, gerente de atendimento ao usuário da Ecovias. “A concessionária tomou todas as providências em relação à trafegabilidade. Falar em responsabilidade não seria o caso.”

Segundo o coronel França, o carro da PM que se envolveu na colisão seguia em uma espécie de comboio para orientar os motoristas. A primeira colisão – que ainda não foi identificada – ocorreu fora deste comboio, mas acabou afetando os veículos em um espaço de dois quilômetros.

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