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Alckmin diz que vai manter nova estação de Metrô em Higienópolis

Alckmin diz que vai manter nova estação de Metrô em Higienópolis

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 3:33

  O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, garantiu na manhã desta quinta-feira (12) que haverá uma estação de metrô em Higienópolis. O Metrô anunciou nesta quarta-feira (11) que está sendo avaliada uma nova localização para a Estação Angélica da Linha 6-Laranja. Alckmin negou que pressão de moradores do bairro tenha motivado a decisão.

“A nova estação que está sendo estudada também será em Higienópolis. Não é porque alguns não querem que não vai ter estação de Metrô, é uma escolha técnica. A questão é que a estação inicialmente prevista ficava a 600 metros de outra. Então, o Metrô perde velocidade porque é muito pequena a distância”, afirmou.

Em outro evento nesta manhã, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também comentou a mudança. “Eu lamento. Eu acredito que o Metrô tem que atingir todos os pontos da cidade. Vi as decisões do Metrô, que são decisões técnicas. Então, se for uma decisão técnica, tem o meu apoio, mas se for decisão fruto de pressão de qualquer que seja a comunidade... Porque a estação não é de quem mora no entorno, é da cidade”, disse.     O presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, garantiu que a decisão é técnica. “Nós ouvimos a comunidade. Agora, evidentemente que a nossa decisão não é pautada por uma pressão de um grupo pequeno e equivocado. Não querer metrô é bobagem. Metrô traz progresso, traz acessibilidade, traz velocidade de deslocamento e traz um entorno muito bem cuidado. Tanto é que nós não estamos retirando a estação da região de Higienópolis, nós estamos mudando de lugar. Teve um abaixo-assinado, mas isso não teve efeito na nossa decisão”, afirmou.

De acordo com a Agência Estado, o Ministério Público de São Paulo solicitou à presidência do Metrô e à Secretaria de Transportes Metropolitanos informações sobre a mudança da estação. O promotor de Habitação e Urbanismo Antônio Ribeiro Lopes quer saber se a troca de localização da estação foi uma decisão técnica e quais critérios foram adotados para o procedimento.

Equilíbrio

O Metrô informou nesta quarta-feira que a alteração tinha como objetivo melhorar "o equilíbrio da linha". A companhia ressaltou a proximidade da Estação Angélica com as estações Higienópolis-Mackenzie e PUC-Cardoso de Almeida, de acordo com o projeto atual. No projeto inicial, a futura estação ia ser instalada na Avenida Angélica.

"O Metrô está reavaliando a localização da futura Estação Angélica, em razão de estar apenas a 610 metros da futura Estação Higienópolis-Mackenzie e a 1.500 metros da futura Estação PUC-Cardoso de Almeida, visando melhor equilíbrio da linha. No momento, a área técnica do Metrô estuda a melhor localização de uma nova estação que atenda à Faap, Av. Higienópolis e Praça Vilaboim, assim como o Estádio do Pacaembu. A definição da nova localização depende da conclusão de estudos geotécnicos e do melhor posicionamento para implantação da obra, de forma a causar o menor impacto na região", informa uma nota divulgada pela companhia.

A linha 6-Laranja vai ter 13,5 km de extensão e 15 estações. Ela vai ligar a Zona Norte ao Centro, da Estação Brasilândia até a estação São Joaquim e passar por bairros como Liberdade, Bela Vista, Higienópolis, Perdizes, Pompeia, Freguesia do Ó e Vila Brasilândia.

Reclamação dos moradores

A proximidade da Estação Angélica com outras duas estações da Linha 6-Laranja é um dos motivos alegados pela Associação Defenda Higienópolis, formada por moradores do bairro que não concordam com a implantação da estação na Avenida Angélica, principal via do bairro.

“A má distribuição geográfica é o nosso principal foco. Essa estação ficaria muito perto da Estação Higienópolis-Mackenzie e muito distante da Estação PUC-Cardoso de Almeida”, afirmou o presidente Associação Defenda Higienópolis, Pedro Ivanow.

Ele disse ainda que o movimento no local, com a implantação da estação, traria "inconvenientes" ao bairro. “O que vimos é que nas estações novas há o aumento de ocorrências de furtos e comércio ilegal, que são aspectos negativos para um bairro que tem sua própria cultura, além das obras, que podem trazer transtornos ao trânsito do local e desapropriação de alguns comércio importantes para o local”, disse.        

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