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Alckmin mira Kassab e ataca "libertinagem" em aliança partidária

Alckmin ataca "libertinagem" em aliança partidária

Atualizado: Terça-feira, 7 Fevereiro de 2012 as 9:52

O tucano foi convidado para evento no qual os democratas discutiram estratégias para as eleições municipais em São Paulo e em outros Estados e subiu à tribuna depois que diversos líderes do DEM atacaram o PSD de Kassab.

Logo no início de sua fala, o governador enalteceu a aliança histórica entre tucanos e democratas e afirmou: "O meu partido, o PSDB, e o Democratas têm princípios e valores em comum.(...) Nós defendemos a democracia representativa, mas não a libertinagem partidária".

Alckmin fez ainda um chamado ao papel da oposição. "É tão patriótico ser governo quanto ser oposição. A democracia precisa desse equilíbrio", disse.

As falas foram interpretadas como uma referência à sigla fundada por Kassab e ao jogo político que o prefeito está impondo na sucessão paulistana, onde fez acenos por uma aliança tanto ao PSDB quanto ao PT, principal adversário político dos tucanos na capital.

Aos tucanos, o prefeito ofertou uma coligação em torno de seu parceiro na fundação do PSD, o vice-governador Guilherme Afif Domingos. Sem uma resposta de Alckmin --o PSDB defende candidatura própria em São Paulo--, decidiu oferecer seu partido ao PT para ser vice na chapa encabeçada pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

A fala de Alckmin foi elaborada depois que o governador teve um encontro reservado com a direção nacional do DEM, no Palácio dos Bandeirantes, domingo à noite.

Na ocasião, o tucano ouviu do presidente nacional da sigla, senador Agripino Maia (RN), garantias de suporte na eleição paulistana.

No evento, Agripino fez questão de reiterar a garantia. Afirmou que Alckmin foi solidário ao DEM "nos momentos mais difíceis" e arrematou: "Se você não nos faltou, nós não lhe faltaremos".
Kassab fundou o PSD a partir de uma dissidência do DEM e levou para seu novo partido, com viés governista, um em cada cinco deputados da oposição. Alckmin trabalhou para conter a migração de políticos em São Paulo.

Diante da indefinição sobre uma aliança com Kassab, Alckmin, que já conta com o PP, pressiona por acordos com o PSB e o PTB.

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