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Alckmin promete reestruturar Polícia Civil sem fechar delegacias no interior

Alckmin promete reestruturar Polícia Civil sem fechar delegacias no interior

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2011 as 1:39

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na manhã desta quinta-feira (24) que não irá fechar nenhuma delegacia no interior do estado no processo de reestruturação da Polícia Civil, em que pretende aglutinar as investigações de crimes em pequenos municípios em super-delegacias. Segundo ele, atualmente a Polícia Civil tem mais de 35 mil homens e a Polícia Militar, outros 100 mil, "um verdadeiro exército, que vai estar nas ruas cada vez mais".

As declarações do governador foram feitas em um seminário sobre segurança pública que ocorre até sexta-feira (25) na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e reúne as principais personalidades do país na área.     "No interior, a população está preocupada, mas é importante esclarecer que há muita informação errada circulando sobre a reforma dos distritos. A informação de que vamos fechar delegacias em municípios pequenos não é verdade. Nenhuma delegacia será fechada. Os escrivães e investigadores vão continuar trabalhando", disse Alckmin. "O que acontecerá é que cidades pequenas, com mil ou três mil habitantes, terão delegados que responderão por mais de um município, como já acontece hoje", acrescentou o governador.

Participação dos municípios

Alckmin disse ser contra a municipalização das polícias, mas defendeu maior participação das cidades no combate à criminalidade. "A participação do município tem que ser cada vez maior, principalmente na parte da integração, na ocupação do solo, na iluminação pública, na urbanização, são questões que exigem posturas municiais que fazem a diferença", disse o governador.

"Não defendemos que o município tenha poder de polícia, mas que ele possa atuar com o estado e ter uma ação mais integrada. Não defendo uma municipalização da polícia, mas uma integração maior é importante", disse.

Mulheres presas

O governador afirmou ainda, durante o seminário, que pretende zerar até o final de 2011 o número de mulheres detidas em cadeias públicas e acabar com os presos em delegacias até 2014, uma promessa antiga do governo paulista. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, atualmente há 7.851 presos em delegacias, sendo 3.570 mulheres.

Alckmin não explicou para onde irão as mulheres. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), estão em construção oito penitenciárias femininas no estado, com capacidade total de 768 vagas.

"Até o final do ano, vou tentar zerar o número de mulheres em cadeias e até o final do mandato, terminar sem presos em distritos. São Paulo será o primeiro estado sem presos em cadeias", disse.

Outra novidade na área será a transferência da escola de presos para agência de escolta subordinados à SAP. Desde o ano passado, a escolta de detentos no estado é feita por policiais militares, e não mais por policiais civis. Diariamente 900 policiais são deslocados para a atividade, segundo o governo.

"Nós criamos agentes de escolta e vigilância, por lei. Os de vigilância de muralhas de presídios, assumiram, são quase 4 mil e foram um sucesso, deu certo, liberando 4 mil PMs para as ruas. A escolta não foi implantada. Defendemos a teleconferência, reduzir o número de escoltas, economizando muito dinheiro. A outra é introduzirmos gradualmente os agentes de escolta, para também liberarmos os policiais para agentes de rua", afirmou Alckmin.      

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