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Aldo critica posição de ONGs e SBPC sobre Código

Aldo critica posição de ONGs e SBPC sobre Código

Atualizado: Sexta-feira, 27 Maio de 2011 as 9:34

Planilhas da propina em Campinas incluem sempre o nome de Rosely Nassim Jorge Santos, mulher do prefeito Hélio Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT). São manuscritos que revelam como era feita a partilha de valores supostamente desviados dos cofres públicos por meio de fraudes em licitações para grandes obras de saneamento.

Os documentos foram entregues ao Ministério Público Estadual por uma testemunha - servidor municipal encarregado da área de segurança das autoridades políticas do município - e deram sustentação ao decreto de prisão de 20 investigados no escândalo que abala a terceira maior cidade do Estado e envolve nomes próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre eles o empresário José Carlos Bumlai.

Nos papéis anexados ao inquérito do Gaeco, grupo da promotoria que investiga e combate crime organizado, o nome da primeira-dama aparece ao lado de quantias que variam de R$ 104 mil a R$ 300 mil. Esse dinheiro, que teria sido repassado à mulher do prefeito, era relativo a contratos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa) - economia mista apontada como foco maior da corrupção - com as empresas Hidrax, Lotus, Pluriserv e Infratec.

A testemunha, Álvaro Grandezi Júnior, entregou cópias de anotações que fez de punho próprio. "Os documentos evidenciam a real e efetiva existência do esquema de ‘devolução’ aos envolvidos de porcentuais dos valores pagos pela Sanasa para as empresas", assinalara a promotoria. "O material deixa claro como era a divisão do dinheiro da corrupção entre os lobistas, a direção da Sanasa e Rosely Nassim."

Amparada em um habeas corpus, que veta "medidas coercitivas" contra si, a mulher do prefeito não foi presa. Ela nega envolvimento nos desvios. O Ministério Público tenta derrubar a liminar que lhe garante a liberdade.

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do novo Código Florestal, aprovado esta semana pela Câmara dos Deputados, criticou hoje as organizações não-governamentais (ONGs) internacionais, acusando-as de fazerem lobby em favor de um projeto "fabricado em gabinete" sem conhecer a realidade do País. "O lobby ambientalista, principalmente o internacional, não queria que os representantes do povo voltassem a legislar sobre o tema", disse, referindo-se diretamente ao Greenpeace e à WWF.

Aldo participou hoje em São Paulo de um almoço-palestra no BIOSforum, evento que discute o desenvolvimento sustentável no País. A uma plateia de empresários, o deputado acusou também a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de se omitir durante os dois anos de debate. "Alguns desses pesquisadores são pagos por essas entidades (ONGs), eu sei que são", emendou. Para o parlamentar, agora não é o momento de a SBPC afirmar "que a ciência não foi ouvida". "Nenhuma lei no Brasil foi mais discutida do que o Código Florestal".

No final de sua palestra, Aldo foi aplaudido de pé pelos empresários e ouviu um apelo da ex-vereadora Miriam Athiê para que se faça pressão no Senado Federal para a aprovação da íntegra do texto que passou pela Câmara.

Aos jornalistas, Aldo disse que o Congresso voltou a fazer o seu papel e rediscutir uma questão que não era debatida há cerca de 20 anos. "Legislar sobre matéria ambiental era monopólio de lobbies e de ONGs ambientalistas. Isso não está certo. As ONGs têm papel importante, mas não são legisladoras."

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