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Aliado diz que DEM é incoerente ao pressionar Arruda e poupar Kassab

Aliado diz que DEM é incoerente ao pressionar Arruda e poupar Kassab

Atualizado: Terça-feira, 23 Fevereiro de 2010 as 12

secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), criticou nesta terça-feira (23) o DEM, legenda do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do governador interino do DF, Paulo Octávio, e que ameaçou de expulsão o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido).

Fraga afirmou que seu partido está sendo incoerente ao pedir que Paulo Octávio abandone o governo sob pena de ser expulso do partido. Segundo Fraga, o DEM não tomou essa atitude radical ao desfiliar Arruda.

- É uma incoerência política pedir a saída do DEM do governo quando o governador em exercício é do DEM. Por que não fizeram isso quando o Arruda estava no poder?

Para Fraga, por mais que o partido se esforce agora para tentar descolar a legenda do escândalo de corrupção o mensalão do DEM será sempre do DEM.

- Quando se fala em governador Arruda se fala em ex-DEM. Os democratas não ficam fora do escândalo. Não tem como. Já ficou rotulado: é mensalão do PT e mensalão do DEM.

No desabafo do secretário, que sonha em ser candidato do DEM ao governo do Distrito Federal, mas não quer abandonar a pasta que reúne as maiores obras do governo Arruda, sobrou até para Kassab, que teve o mandato cassado pela justiça eleitoral de São Paulo, recorreu da decisão e continua no cargo.

Fraga afirmou que Kassab e Paulo Octávio são os maiores destaques da legenda, atualmente, mas que o governador em exercício não recebeu a compreensão e apoio dado a Kassab.

- Se demorasse um pouco mais será que o DEM pediria a expulsão do Kassab?

O prefeito de São Paulo é acusado de receber doação ilegal na campanha de 2008. Entre as doadoras, estão a AIB (Associação Imobiliária Brasileira) e outras empresas concessionárias de serviços públicos que são impedidas por lei de colaborar com campanhas. O prefeito e a vice receberam a doação via Comitê Municipal ou via Diretório Nacional dos partidos. Todas as empresas negam irregularidade.

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