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Alta dos combustíveis impede desaceleração do IPCA em abril

Alta dos combustíveis impede desaceleração do IPCA em abril

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 11:21

Pressionados pela entressafra e a menor oferta de álcool, os combustíveis foram os vilões da inflação em abril e impediram uma desaceleração significativa do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Sozinhos gasolina e etanol representaram 39% da variação do IPCA em abril, de 0,77%.

O etanol subiu 11,20% em abril e já acumula alta de 31,20% no ano. Já a gasolina, que sobe no embalo da sua mistura em 25% com o biocombustível e da demanda aquecida, teve alta de 6,26% em abril --no ano, a variação chega a 9,58%.

Em abril, os maiores preços médios da gasolina em foram registrados em Goiás (2,40%), Distrito Federal (R$ 2,90) e Rio de Janeiro (R$ 2,89). Em São Paulo, ficaram em R$ 2,73.

A disparada dos preços dos combustíveis praticamente anulou a desaceleração dos alimentos, cuja taxa cedeu de 0,75% em março para 0,58% em abril.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, a perda de fôlego dos alimentos se deve à redução das cotações das commodities internacionais e de alguns produtos in natura cujos preços já haviam subido muito, como o tomate. O produto caiu 18,69% em abril, mas ainda acumula alta de 38,38% no ano.

Para a coordenadora do IBGE, porém, os alimentos ainda estão em "patamar elevado", apesar da desaceleração em abril, e com muitos produtos importantes ainda sob pressão. É o caso de leite (alta de 2,66% em abril), feijão (9,79%) e café (2,77%).

Os alimentos, entretanto, subiram num ritmo menos acelerado no acumulado de 2011 (2,74%) do que os produtos não alimentícios (3,38%), tendência inversa à registrada nos primeiros meses de 2010.

De acordo com Nunes dos Santos, outros itens de peso também subiram em abril e sustentam a inflação do ano. É o caso dos artigos de vestuário, cuja alta de 1,42% em abril decorre do aumento dos preços internacional do algodão e do consumo aquecido.

Outra fonte de pressão em abril foram os preços administrados ou monitorados pelo governo. Nesse rol, subiram energia elétrica (0,94%), condomínio (0,99%), aluguel (0,76%), taxa de água e esgoto (1%) e remédios (2,41%).

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