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Aluno da USP agredido em festa em Bauru volta às aulas

Aluno da USP agredido em festa em Bauru volta às aulas

Atualizado: Segunda-feira, 12 Setembro de 2011 as 4:06

Giovanni retornou às aulas nesta segunda-feira

(Foto: Letícia Macedo/G1)

  O estudante Giovanni Conora Silva, de 19 anos, que foi espancado durante uma festa universitária em Bauru, no interior de São Paulo, retornou às aulas do curso de odontologia na Universidade de São Paulo (USP) nesta segunda-feira (12). De acordo com a mãe do jovem, Rita de Cássia Conora Silva, ele continua com dores no rosto e se sente "inseguro" após a agressão, ocorrida no dia 19 de agosto.

“Ele continua sentindo muita dor, está inchado e com a voz anasalada”, disse Rita ao G1 nesta segunda-feira. Além de ter sofrido um traumatismo craniano, Giovanni teve que passar por cirurgias no final de agosto para reconstruir os ossos e a cartilagem do nariz. Apesar de ainda estar em fase de recuperação, ele decidiu voltar a Bauru e à faculdade. “Como ele perdeu esse tempo de aula, vai tentar recuperar os estudos, mas se sente muito inseguro lá sozinho, não sabe quem são as pessoas”, disse Rita. “Tão difícil ver um filho a 400 km de você porque ele quer estudar, sem saber o que vai acontecer.”     O estudante vive na morada estudantil da USP e já teve a sua primeira aula, de anatomia, na manhã desta segunda. Segundo a mãe do jovem, porém, ele ficou cansado e com dor de cabeça e teve que descansar no horário de almoço para continuar o ensino durante o período da tarde.

Além das aulas, o estudante pretende ir ao 3º Distrito Policial de Bauru na quinta-feira (15) para prestar depoimento e solicitar um exame de corpo de delito. “Temos que dar continuidade às investigações. As mães dos culpados que me perdoem, mas pessoas assim têm que ser punidas”, disse Rita. Segundo ela, porém, Giovanni ainda não consegue se lembrar direito do que aconteceu no momento na briga. “Ele não sabe nem brigar, muito menos se defender, então ele não entende tamanha violência”.

O delegado seccional de Bauru, Marcos Mourão, informou no início deste mês que, por meio de imagens do circuito de segurança e informações em redes sociais, a polícia identificou dois estudantes, um de 21 e outro de 20 anos, como os autores da agressão. A briga ocorreu por motivos fúteis. A dupla, que prestou esclarecimentos, confessou a agressão.

Agressão

Giovanni foi agredido quando foi ao banheiro da festa universitária em que estava, em uma casa noturna. Segundo o pai do estudante, o técnico em informática Carlos Alberto Silva, um colega de Giovanni viu o momento em que rapazes começaram a “esmurrá-lo” na porta do toillete em que estava. “Os médicos disseram que as agressões se concentraram na região da cabeça. Tentaram torcer o pescoço do meu filho. Foi uma tentativa de homicídio”, afirmou o pai.

O colega que estava com ele deixou o banheiro em busca de ajuda enquanto Giovanni continuava a receber socos e pontapés. O estudante foi empurrado para fora do banheiro por um agressor, que chegou a pisar duas vezes em sua cabeça. “A segunda vez foi tão forte que ela [uma testemunha] escutou o estalo, que deve ter sido da fratura na face ou da lesão cervical”, contou o pai.

Giovanni foi levado desacordado a um pronto-socorro. Depois foi encaminhado à UTI, onde ficou até o dia 21 de agosto. Ele deixou o hospital na terça-feira (23) e voltou com os pais para São Bernardo do Campo, onde a família mora.              

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