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Alunos bloqueiam entrada da Unesp em Rio Claro, SP

Alunos bloqueiam entrada da Unesp em Rio Claro, SP

Atualizado: Quinta-feira, 10 Novembro de 2011 as 1:07

Alunos da Unesp de Rio Claro, no interior de São Paulo, realizavam por volta das 9h desta quinta (10) , uma manifestação em apoio aos estudantes da USP de São Paulo presos na terça-feira (8) durante a reintegração de posse do prédio da reitoria da instituição na Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Cerca de cem alunos da Unesp fecharam as três principais entradas do campus do Bela Vista e impediram o acesso de alunos, professores e visitantes que participariam de um congresso na universidade. Alguns professores tentaram negociar a entrada no campus, mas não chegaram a um acordo com o grupo. Houve discussão entre manifestantes e alunos que são contra a paralisação.

A polícia foi chamada para reforçar a segurança no local. Até por volta das 10h, a manifestação era pacífica.

Na tarde desta quarta (9), um grupo de estudantes proibiu a entrada dos outros alunos no campus da Unesp em Marília. A ação também aconteceu em apoio aos alunos da USP que reivindicam a saída da Polícia Militar da Cidade Universitária. Eles usaram pedaços de madeira para fechar o portão da frente, impedindo a entrada no campus.

Funcionários voltam à reitoria

Nesta manhã, funcionários que trabalham no prédio da reitoria da USP começaram a retomar a rotina. Apenas a portaria B da reitoria, normalmente restrita a funcionários e professores, estava aberta nesta manhã. A entrada principal, por onde passam estudantes e outras pessoas que precisam ser atendidas, ainda está fechada por cavaletes, assim como o acesso pelo qual os estudantes invadiram o prédio, onde a porta ainda está danificada. Policiais militares também mantêm a segurança do prédio, mas em número menor que o dos últimos dias. No prédio da reitoria, funcionam serviços administrativos, de relações internacionais e emissão de documentos.

Segundo funcionários da reitoria, o trabalho de limpeza, que foi iniciado nesta quarta-feira (9), continua sendo realizado nesta quinta. A USP ainda não divulgou um balanço dos prejuízos gerados pela ocupação. Paredes foram pichadas e móveis, revirados e depredados.

Nas unidades em que os alunos aderiram à greve geral de estudantes decretada em assembleia na terça-feira (8), os estudantes preparavam nesta manhã ações para o ato que farão contra a presença da PM no campus em frente à Faculdade de Direito, no Centro da capital paulista, nesta tarde. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), primeira a aderir ao movimento, uma aula pública era realizada na Faculdade de Letras nesta manhã. O movimento de alunos também era menor que o normal na Escola de Comunicação e Artes (ECA) e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).          

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