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Alunos viram vítimas

Alunos viram vítimas

Atualizado: Terça-feira, 7 Abril de 2009 as 12

Em pleno século 21, castigo físico a alunos desobedientes deveria ser uma prática ultrapassada, mas casos recentes em todas as regiões do Brasil mostram justamente o contrário. Em 16 de março, uma professora de Caxias do Sul (RS) foi demitida após colar fita adesiva na boca de um aluno de 5 anos para que ele ficasse calado durante a aula.

Um mês antes, outra professora da rede municipal de Manaus (AM) foi afastada por também tapar a boca de duas crianças, de 6 e 7 anos.

No mês passado, em Guapiaçu (SP), a professora de uma escola municipal foi afastada por suspeita de empurrar a cabeça de um aluno de 5 anos contra uma mesa. Antes, em janeiro, no Rio de Janeiro (RJ), outro professor foi processado por mutilar o dedo de uma aluna de 10 anos, prendendo-o numa porta ao vê-la tentar deixar a sala de aula após pedir para ir ao banheiro. Já em outubro do ano passado, uma professora de Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal, foi demitida por fazer com que um garoto de 5 anos, que havia se envolvido em uma discussão, tomasse um tapa na cara de cada um dos colegas.

"Embora muitas escolas não admitam um modelo violento de ensino, há professores que batem em crianças como forma de educá-las. Além de ser absurdo achar que a violência pode ser positiva, o aluno não se intimida mais com autoridade imposta pelo medo", garante Caren Ruotti, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo.

A secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Marisa Abreu, acrescenta: "Muitos professores estão despreparados para lidar com a atual falta de respeito. Eles precisam respeitar os alunos para poder cobrar respeito."

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