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Ameaça de ataques deixa Polícia Militar do Rio em estado de atenção

Ameaça de ataques deixa Polícia Militar do Rio em estado de atenção

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2011 as 11:29

A Polícia Militar do Rio está em estado de atenção nesta sexta-feira (24) por conta de informações recebidas pelo Serviço de Inteligência de que criminosos estariam planejando ataques à corporação e à Polícia Civil. A informação foi confirmada pelo relações públicas da PM, coronel Ibis Pereira.

Segundo Pereira, as ameaças partiram de criminosos que estariam revoltados com a morte de oito suspeitos durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro do Engenho, no bairro do Engenho da Rainha, no subúrbio, na quinta-feira (23).

“A informação é que um grupo de pessoas teria se reunido para definir essa retaliação”, explicou o coronel.

Ainda de acordo com relações públicas da PM, não há uma determinação para a realização de operações por causa dessas ameaças. “Isso (os ataques) deveria ter iniciado às 11h da noite, mas ainda não aconteceu nada”, conta Ibis Pereira. Mesmo assim, os policiais permanecem atentos.

“Considerando o teor dessa denúncia, a gente não pode descartá-las“, finalizou.

Reforço no patrulhamento

Para previnir possíveis ataques criminosos, o comandante do Estado-Maior da PM, coronel Álvaro Garcia, informou que os policiais devem seguir algumas recomendações. Elas valem, pelo menos, até a próxima segunda-feira (27).

“Mandamos as viaturas andarem em dupla e os blindados estão andando em comunidades onde a gente tem informações de onde possa sair alguma ação contra a Polícia Militar e a Polícia Civil. Estamos atentos", disse o comandante.

Ônibus em chamas durante onda de ataques

no ano passado (Foto: Reprodução / TV Globo)

  Onda de ataques assustou o Rio em 2010

Em novembro do ano passado, o Rio sofreu uma onda de ataques criminosos, com ônibus incendiados e uma série de arrastões.  Pelo menos 30 pessoas morreram durante os ataques.

As ações criminosas motivaram a ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão, considerado até então, o quartel general da facção criminosa que teria comandado, segundo a polícia, os ataques na cidade.        

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