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Amorim reitera que Brasil pode colaborar nas negociações entre palestinos e israelenses

Amorim reitera que Brasil pode colaborar nas negociações entre palestinos e israelenses

Atualizado: Terça-feira, 28 Setembro de 2010 as 11:09

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reiterou ontem (27), em Nova York, que o Brasil se dispõe a colaborar na busca pela paz entre israelenses e palestinos. Porém, a decisão de Israel de levar adiante a construção de assentamentos nas áreas ocupadas por palestinos dificulta o processo de negociações, segundo o chanceler. “É difícil imaginar que se chegue a um acordo sem que parem os assentamentos”, disse Amorim, depois de uma reunião em Nova York, no intervalo das discussões da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas. “O Brasil está disposto a ajudar como fez em outras situações”, disse ele, lembrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com autoridades israelenses, palestinas e sírias. “Às vezes você está mediando e nem sabe que está.”

Em setembro, as negociações de paz entre palestinos e israelenses foram retomadas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lidera o processo, depois de quase dois anos de interrupção. Porém, os palestinos ameaçam abandonar as conversas se os israelenses não desistirem da construção de assentamentos na região da Faixa de Gaza.

No local há mais de 150 assentamentos onde vivem aproximadamente 300 mil colonos israelenses. Há, ainda, cerca de 200 mil israelenses que moram na zona oriental de Jerusalém, dominada pelos árabes e palestinos. As duas áreas são consideradas elementos de disputa entre palestinos e israelenses mantendo o clima de tensão permanente na região.

Os palestinos que vivem na região de Gaza estão submetido a um severo bloqueio econômico imposto por Israel. A Organização das Nações Unidas (ONU), os Estados Unidos e o Brasil condenam a medida. Em discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, na semana passada, Amorim criticou a manutenção da proposta da construção de assentamentos israelenses na área hoje dominada por palestinos.

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