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Anatel prevê um celular por habitante até 2018

Anatel prevê um celular por habitante até 2018

Atualizado: Terça-feira, 8 Julho de 2008 as 12

O novo Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no Brasil (PGR), proposto pela Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), prevê que, até 2018, existirá no país pelo menos um celular para cada habitante. Segundo as projeções do órgão, caso o regulamento sugerido seja posto em prática na sua integra, em dez anos o número de telefones móveis passará dos atuais 125 milhões para 250 milhões.

O PGR está, atualmente, em fase de consulta pública na agência. Assim como o Plano Geral de Outorgas (PGO), ele pode ser modificado conforme sugestões de cidadãos, organizações ou empresas encaminhadas à Anatel. Os dois planos foram discutidos nesta segunda-feira, 7 de julho, em audiência pública realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em palestra durante o evento, Jarbas José Valente, superintendente de Serviços Privados da Anatel, afirmou também que o PGR prevê que o número de telefones fixos passe dos atuais 40 milhões para cerca de 55 milhões durante os mesmo dez anos e que o número de usuários de TV por assinatura suba de 6 milhões para 18 milhões no período.

Ainda de acordo com ele, as projeções da Anatel apontam que o número de pontos de acesso à internet banda larga saltará dos 10 milhões já existentes para 160 milhões também até 2018. Deste total, 120 milhões serão pontos de acesso móvel.

Segundo Valente, as novas obrigações das operadoras e o incentivo a concorrência e investimentos incluídos na proposta da Anatel para o novo PGR devem criar condição para a expansão projetada. Nos estudos da agência, R$ 250 bilhões devem ser investidos pelas empresas de telecomunicações nos próximos dez anos.

Compareceram a audiência que debateu o PGR e o PGO 180 pessoas. O número superou a expectativa da Anatel e muitos presentes tiveram de assistir as explanações do lado de fora do auditório da Fiesp reservado para o evento.

Durante o evento, ficou clara a dificuldade de entendimento de consumidores e empresários sobre as mudanças propostas pela agência, principalmente, no âmbito do PGO. O novo plano prevê, entre outras coisas, alterações nas normas para aquisição e incorporação de empresas do setor e deve fixar padrões para a negociação da compra da Brasil Telecom pela Oi.

O PGO foi o maior alvo das questões apresentadas na audiência. Só um dos presentes, identificado como “usuário”, enviou 53 perguntas aos representantes da Anatel sobre o novo regulamento.

Postado por: Claudia Moraes

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