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Anonimato é novidade na campanha de desarmamento de 2011

Anonimato é novidade na campanha de desarmamento de 2011

Atualizado: Segunda-feira, 23 Maio de 2011 as 3:42

Rolo compressor destrói armas de campanhas anteriores em frente a sede da Polícia Federal. (Foto: Caroline Hasselmann/G1)

  O anonimato para quem entregar armas é uma das novidades da Campanha Nacional do Desarmamento 2011- Tire uma arma do futuro do Brasil. Durante o lançamento em São Paulo, na manhã desta segunda-feira (23), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinou um acordo de cooperação com a Prefeitura de São Paulo e Governo do estado para a campanha.

“Com o anonimato, acredito que mais armas sejam entregues voluntariamente”, disse o ministro. De acordo com ele, a campanha tem dois principais objetivos, que são retirar armas de circulação e colocar em discussão a cultura da violência. “Hoje, até videogames mostram que quem mata mais são os vencedores. Essa cultura de violência gera perda de vidas”, afirmou.

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinam acordo  (Foto: Caroline Hasselmann/G1)

  De acordo com o Ministério da Justiça, estudos como o Mapa da Violência 2011 apontaram redução nos índices de criminalidade, principalmente no número de homicídios, no período de realização das campanhas anteriores.

O prefeito Gilberto Kassab assinou o acordo de cooperação entre Prefeitura, Ministério da Justiça e Governo do estado para a campanha. “ Essa campanha será muito bem sucedida. Uma arma é um extraordinário instrumento de ataque, ela não serve para defesa”, disse o prefeito.

A secretária de Estado da Justiça, Heloísa de Souza Arruda, representou o governador Geraldo Alckmin durante o lançamento e assinatura do acordo de cooperação. “ As pessoas matam porque portam armas de fogo. Nem sempre elas são do crime, mas fazem violência com fatos da ocasião”, afirmou.

Destruição

Em um ato simbólico, armas de campanhas anteriores foram destruídas por rolo compressor na rua em frente à sede da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste. Após amassadas, elas vão ser encaminhadas para incineração.

A campanha deste ano traz a novidade não só do anonimato, como também a inutilização do material no ato da entrega; a ampliação da rede de recolhimento de armas; e agilidade no pagamento da indenização, que pode ser sacada após 24 horas e em até 30 dias.

De acordo com o Cardozo, o custo destinado para a campanha é de R$ 10 milhões. Ele disse que ficará contente se não for suficiente. “Se essa verba não for suficiente vou ter que alocar de outras rubricas do Ministério da Justiça para adquiri-la. Eu gostaria muito disso, gostaria de ter que procurar mais verbas, porque isso significará que mais armas estarão sendo adquiridas para serem destruídas. Nossa meta é a maior possível”, disse.          

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