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ANP suspende operações na Plataforma P-33 e autua Petrobras

ANP suspende operações na Plataforma P-33 e autua Petrobras

Atualizado: Sexta-feira, 13 Agosto de 2010 as 8:38

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou nesta quinta-feira (12) que resolveu suspender cautelarmente as operações na Plataforma P-33, após dois dias de fiscalização. A ANP informou também que autuou a Petrobras, responsável pela plataforma.

O Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense havia protocolado na agência no dia 10 de agosto um pedido de interdição emergencial e apuração das denúncias de situações de risco na P-33, que opera no campo de Marlim, Bacia de Campos.

A Petrobras diz não ter sido notificada pela ANP e que não tem conhecimento dos dados obtidos pela agência durante a fiscalização na plataforma ocorrida nos dias 11 e 12 de agosto. "A Companhia foi surpreendida pelas informações veiculadas pela imprensa, uma vez que a própria agência reconheceu, em nota distribuída que 'uma série de não conformidades, identificadas pela ANP, já foram sanadas'”, diz a estatal em nota.

"Assim que tomar conhecimento do teor da decisão, a Petrobras se dispõe a imediatamente adotar todas as recomendações técnicas da agência no prazo mais curto possível", diz a empresa.

Na quarta-feira (11), o sindicato divulgou fotos que mostrariam ferrugem na plataforma. A Petrobras informou no mesmo dia que as fotos seriam de instalações que "estão temporariamente desativadas, ou que não apresentam nenhum risco para as operações, e estão com os reparos devidamente programados". Na nota divulgada na quarta-feira, a Petrobras informou que, em outubro, a P-33 realizará sua parada programada para manutenção geral. "As plataformas em alto mar estão submetidas a uma atmosfera extremamente corrosiva, típica de ambientes marinhos. Para atenuar os efeitos da corrosão, os equipamentos e tubulações são revestidos com tintas especiais, que são periodicamente renovadas, de acordo com o tipo da instalação", diz a estatal.

No último dia 14, de acordo com a empresa, durante atividades de manutenção de equipamentos, ocorreu uma falha operacional na P-33 que resultou na avaria de um duto de ar quente, em um local sem a exposição de pessoas. "Apesar da falha operacional não houve nenhum risco de vazamento de gás natural ou petróleo", afirmou a estatal.

Postado por: Thatiane de Souza

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