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Ao se despedir, Mesquita pede reformas política e tributária

Ao se despedir, Mesquita pede reformas política e tributária

Atualizado: Sexta-feira, 17 Dezembro de 2010 as 3:03

O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), em seu discurso de despedida do Senado, nesta sexta-feira (17), recomendou a realização das reformas política e tributária. Na avaliação do senador, as divergências entre parlamentares não podem gerar protelação de decisões importantes, exigidas pela população brasileira.

Para o senador, que não quis concorrer nas últimas eleições, tais reformas são "indispensáveis e urgentes". O aprimoramento da democracia no país, na visão de Mesquita, depende da fixação de novas regras na legislação eleitoral e política. Especialmente no que diz respeito à forma de custeio de campanhas políticas, o senador defendeu a previsão de normas claras para evitar corrupção.

Em relação à reforma tributária, Mesquita Júnior disse ser necessário reduzir o peso dos impostos cobrados do povo brasileiro. Conforme ressaltou, a população do país é submetida a uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Ao se despedir, ele reafirmou seu compromisso de lutar pela redução das desigualdades no país.

- Recolho-me, agora, à vida privada com o sentimento do dever cumprido, mantendo o compromisso de continuar lutando, como cidadão, pelo aperfeiçoamento da democracia no nosso país e pela diminuição do fosso entre ricos e pobres - disse.

Bloqueios

Em seu discurso, Geraldo Mesquita também criticou os bloqueios feitos pelo governo federal às emendas que apresentou ao Orçamento da União. Conforme o senador, sua postura "independente e com senso de justiça", contra desvios éticos e morais verificados no governo Lula, fez com que o governo não liberasse os recursos aos municípios do Acre e, assim, prejudicasse o povo acreano.

Dos quase R$ 50 milhões em recursos de emendas que apresentou até 2010, informou o senador, foram liberados apenas R$ 10,5 milhões ao estado do Acre. Aproximadamente R$ 12,5 milhões, acrescentou, não foram empenhados; cerca de R$ 11 milhões estão inscritos em restos a pagar e, na avaliação do senador, sem chance de serem liberados; e R$ 13 milhões estão empenhados e aguardam liberação.

- Eu revelo esse fato para mostrar a postura antidemocrática do atual governo para com parlamentares independentes. No exercício da intolerância e na tentativa de me atingir, o governo não vacilou em prejudicar o nosso estado, tão carente de recursos financeiros - disse.

Em aparte, o senador Marco Maciel (DEM-PE) ressaltou o empenho de Mesquita Júnior na ampliação do número de bibliotecas no Acre, em parceria da Gráfica do Senado. Também em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) pediu que Mesquita, apesar de deixar o mandato, não abandone a política. Também Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou a atuação de Mesquita Júnior no Senado.    

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