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Apesar de paralisação de ônibus, situação é tranquila na Zona Norte

Apesar de paralisação de ônibus, situação é tranquila na Zona Norte

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 2:51

Apesar da paralisação desde a madrugada de motoristas e cobradores de ônibus da cooperativa Transcooper, que atende parte da Zona Norte de São Paulo, a situação era calma para passageiros que usam coletivos no fim da manhã desta sexta-feira (23).

Os funcionários decidiram entrar em greve após um micro-ônibus ter sido incendiado na noite de quinta-feira (22), na região do Jaçanã, Zona Norte. A Transcooper atende 31 linhas em São Paulo, com 388 ônibus. Mais cedo, a cooperativa Fênix, que atende 7 linhas, com 150 veículos, também paralisou suas atividades, mas desde as 7h os veículos voltaram para as ruas.

O G1 percorreu dezenas de vias nos bairros de Santana, Tremembé e Tucuruvi e constatou que, com exceção de um, todos os pontos de ônibus estavam com poucos passageiros. “Eu geralmente levo 15 minutos esperando”, disse a dona de casa Zumira Rosa Cardoso, de 42 anos. Aflita com a greve, ela temia não conseguir ir até o médico, onde marcou consulta para seu filho, Kauã, de 3 anos. Seu temor, porém, foi em vão, já que, cinco minutos após chegar ao ponto, subiu no coletivo. “Se demorasse, desistiria”, acrescentou. A SPTrans acionou o Plano de Auxílio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese). Com isso, veículos de outras empresas foram deslocados para tentar amenizar o problema.

Dos pontos visitados pela reportagem, apenas um ponto estava lotado: na Avenida Antonello Da Messina. Lá, dezenas de pessoas aguardavam os ônibus. Uma passageira em especial se destacava. Pelo celular, ela explicava a sua patroa que não conseguiria chegar ao trabalho a tempo. “Ela [empregadora] me dispensou. Estou desde as 7h [já eram 10h30] e o ônibus não passa”, reclamou a prestadora de serviço Elza Rosa, que não quis revelar a idade. Preocupada, ela preferiu voltar para casa. “E acho que não tem como ir de ônibus para lá. Acho que vou a pé”, completou.

Tensão

Em frente à garagem da Transcooper, o clima era tenso. Funcionários se reuniam a portas fechadas e discutiam a segurança. Dois carros da Polícia Militar estavam estacionados em frente à cooperativa.

Por volta das 10h20, o deputado estadual Major Olímpio foi até lá para discutir o que aconteceu com os trabalhadores. “Aparentemente, o fogo foi uma represália de traficantes, que impuseram toque de recolher após uma chacina”, contou.

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