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Após 1.780 atendimentos, Hospital de Campanha de Friburgo é desmontado

Após 1.780 atendimentos, Hospital de Campanha de Friburgo é desmontado

Atualizado: Segunda-feira, 24 Janeiro de 2011 as 12:09

Após realizar 1.780 atendimentos, começou a ser desmontado na madrugada desta segunda-feira (24) o Hospital de Campanha Corpo de Bombeiros, instalado há 11 dias no Centro de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. Desde o dia 11 de janeiro, mais de 800 pessoas morreram em seis município da região.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), o motivo é o restabelecimento dos serviços públicos de saúde no município.

Na unidade, foram atendidos tanto pacientes com ferimentos leves, quanto aqueles em estado mais grave. A Sesdec informou ainda que 78 pessoas passaram pelo serviço de psicologia, 833 pelo serviço social, 755 fizeram exames laboratoriais e 135 realizaram tomografias.

A maioria dos atendimentos foi de urgências cardiovasculares (infartos e arritmias), doenças neurológicas, hiperglicemia (pacientes com níveis altos de glicose no sangue), ferimentos (cortes e feridas), trauma, diabetes, hipertensão arterial e crises respiratórias (asma).

Começa demolição de casas em Friburgo

Nesta segunda-feira (24), começa a demolição de casas condenadas pela Defesa Civil , no alto do bairro Alto Floresta, em Nova Friburgo. Nesta localidade, mais de 30 mortos foram registrados depois das chuvas que atingiram a Região Serrana. A previsão é de que dezoito casas sejam demolidas até o fim desta segunda. As casas foram vistoriadas e selecionadas no domingo (23).

Ao todo, 515 imóveis foram interditados em Nova Friburgo e mais de 1.200 famílias foram cadastradas para receber ajuda. Segundo o Ministério Público, ainda há desaparecidos na cidade.

Por isso, bombeiros ainda seguem nos trabalhos de busca nos bairros mais atingidos pelas chuvas. Garis da Comlurb – empresa de limpeza urbana do Rio – ajudam no trabalho de limpeza das ruas do município. Ainda há muito entulho e móveis jogados no meio das ruas. Há regiões sem energia elétrica ou serviço telefônico, e cerca de 10% das casas ainda estão com o fornecimento de água cortado.    

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