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Após 20 horas de tensão e buscas, reféns são achados com vida no RS

Após 20 horas de tensão e buscas, reféns são achados com vida no RS

Atualizado: Segunda-feira, 31 Dezembro de 2013 as 8:08

 

Grupo explodiu fábrica de joias, e três assaltantes morreram em confronto.
 
Reféns foram encontrados em mata e, segundo a PM, 'estão todos bem'.
 
De acordo com informações da Brigada Militar, os reféns estavam em uma área de mata fechada, em uma localidade no interior de Cotiporã. "Eles avistaram a viatura parada e se aproximaram. Fizemos a identificação deles e vimos que eram as vítimas", disse o capitão Juliano Amaral, que participou desde a madrugada da ação e estava no resgate. "Estão todos bem", concluiu.
Os reféns relataram que foram mantidos na mata por dois assaltantes. Os outros assaltantes ainda não foram encontrados. Na chegada ao centro, pouco antes das 23h30, as seis viaturas com os reféns e os policiais foram aplaudidas pelos moradores do município de cerca de 4 mil habitantes. 
 
O Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Pousada dos Carreiteiros foi preparado para receber os reféns em Cotiporã. Duas ambulâncias foram levadas ao local. Os reféns desceram das viaturas caminhando. "Agora eles vão se alimentar e rever os familiares", afirmou o capitão Juliano Amaral.
 
Entre os reféns desaparecidos, havia duas jovens, de 21 e 23 anos, que estavam no bar em frente ao local do assalto e foram rendidas pelo grupo e levadas em um Astra ainda durante a madrugada. O veículo foi encontrado mais tarde pela polícia, na casa onde morava a família Buratti, de agricultores, que também foi feita refém - mais sete pessoas foram levadas. Na família, havia uma menina de 11 anos. Ao todo, eram seis mulheres, uma criança e dois homens.
 
Buscas seguem a assaltantes na região
Ainda em busca dos integrantes do grupo, a polícia segue na região. Os dois homens que mantiveram os nove reféns fugiram a pé. A suspeita é de que eles ainda estejam escondidos na mata da região, à espera do resgate de comparsas. A polícia acredita que ainda há cinco foragidos armados com fuzis e muita munição.
Desde o início do dia a persistência foi a tática da polícia para encontrar os reféns. Cerca de 200 policiais participaram das buscas desde o início da manhã, com o reforço de cães farejadores, dois helicópteros e barcos.
 
Refém foi libertado após confronto com a polícia
O número de reféns poderia ser maior se o tiroteio entre a polícia e os assaltantes não tivesse ocorrido. Ainda muito assustado, um dos reféns que foi liberado após a morte de três assaltantes relatou ao G1 os momentos de tensão vividos por volta das 2h. O homem, que pediu para não ser identificado, estava em um bar em frente à fábrica assaltada.
"Eles pegaram os reféns e botaram atrás de uma caminhonete (Fiat Strada roubado pelos assaltantes). A dona do carro saiu dirigindo. Colocaram a caminhonete no meio dos dois veículos deles e saíram em direção a Bento Gonçalves, em fuga. Aí encontraram a barreira da polícia. Todo mundo ficou apavorado, eu não sabia o que fazer. Ficamos no meio dos tiros", conta o refém. "Achei que ia morrer, não tinha como se proteger."
Durante o tiroteio três criminosos morreram e dois policiais militares foram baleados. "Depois que morreram os três assaltantes, ficou um que começou a negociar com a polícia. Ele foi embora depois de um tempo e deixou os reféns", detalha.
 
Assalto foi durante a madrugada
Durante a madrugada deste domingo (30), um grupo explodiu uma fábrica de joias em Cotiporã. Em confronto com a polícia, três assaltantes foram mortos, incluindo o foragido número 1 do estado, Elisandro Falcão, líder da quadrilha.
Segundo a polícia, por volta das 2h deste domingo, Falcão e mais 9 homens armados detonaram a porta principal da fábrica de joias. O grupo levou dois sacos de joias do local. Um deles foi recuperado após a perseguição e a troca de tiros na saída da cidade.
 
Além dos criminosos, dois policiais foram atingidos e levados ao hospital. Um deles já recebeu alta e outro segue internado, mas não corre risco. Segundo a polícia, o bando fugiu em um Audi, um Astra e um Fiat Strada roubado, que foi usado para levar os reféns.

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