Após 28 horas, trecho da CPTM em Franco da Rocha continua sem operação

Após 28 horas, trecho da CPTM em Franco da Rocha continua sem operação

Atualizado: Quinta-feira, 13 Janeiro de 2011 as 8:47

A circulação de trens na Linha 7 - Rubi (Luz - Francisco Morato), no trecho entre as estações de Franco da Rocha e Caieiras, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), continua inoperante nesta quinta-feira (13), já que o nível d'água não baixou o suficiente na linha férrea. O serviço está parado há 28 horas - desde as 4h30 de quarta-feira (12).

A circulação de trens funciona normalmente entre as estações Luz e Caieiras e entre as estações Franco da Rocha e Jundiaí.  Para auxiliar no transporte dos usuários, a CPTM acionou o Paese (Plano de Auxílio entre as Empresas em Situação de Emergência), com transporte gratuito por ônibus, para completar a viagem de quem necessita passar pelo trecho inoperante. Com o Paese, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) põe em circulação 60 veículos adicionais entre Franco da Rocha e Caieiras.

O vice-prefeito de Franco da Rocha, José Antônio Pariz Júnior, afirmou na quarta-feira (12) que o alagamento da cidade foi provocado pela abertura das comportas da represa Paiva Castro, que, na manhã de terça-feira (11), atingiu o nível máximo. Segundo Pariz Júnior, a Sabesp informou que a vazão seria menor do que realmente foi. A ação fez com que o rio Juquiri transbordasse e alagasse a cidade.

- Por volta 9h30, chegou um comunicado ao gabinete do prefeito Márcio Cecchettini que a represa seria aberta em 20 mm. O prefeito, de imediato, tomou a providência de avisar o pessoal que mora às margens do rio, onde água poderia acumular. Só que eles avisaram 20 mm, mas acho que abriram 80 mm (sic). Então, a situação ficou ruim.

Segundo ele, a cidade foi fundada, há 66 anos, com problemas de enchentes. Sobre as ações de emergência que serão feitas para conter as cheias, Junior disse que “o Governo de São Paulo se mostrou a disposição para ajudar a resolver o problema das enchentes em Franco da Rocha.

No entanto, ele pontuou que a prefeitura enviou um ofício ao DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), em dezembro de 2010, alertando que “se não fossem tomadas providências [para a manutenção do rio Juqueri], a cidade enfrentaria novos problemas”. O pedido não foi atendido a tempo, comenta o vice-prefeito.    

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