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Após alta, estudante da FGV baleado passa bem a noite e fará fisioterapia

Após alta, estudante da FGV baleado passa bem a noite e fará fisioterapia

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2011 as 9:40

O estudante da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Christopher Akiocha Tominaga, de 23 anos, que recebeu alta neste domingo (13) do Hospital das Clínicas de São Paulo após ser baleado, passou bem a primeira noite em casa, segundo seu irmão, Jonathan Tominaga. O estudante continuará seu tratamento em casa – de acordo com a família, ele fará fisioterapia para fortalecer os músculos, pois ficou muito tempo deitado no hospital.

Apesar da alta, Christopher Tominaga ainda anda com dificuldades e com a ajuda de muletas. Ele estava internado desde o dia 23 de fevereiro, quando foi baleado, junto com um amigo, Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, em um bar da Avenida Nove de Julho. Bakri morreu em consequência dos disparos.

Dois homens foram presos por suspeita do crime: Valmir Ventino da Silva, de 19 anos, e o irmão dele, Francisco Macedo da Silva, de 24 anos. Valmir foi preso no último dia 5 à noite em Cascavel, no Paraná. Em depoimento no dia 9 à polícia de São Paulo, no 4º DP, da Consolação, na região central, ele confessou o crime e forneceu a motivação.     "Ele disse que os dois estudantes lançavam olhares e gestos obscenos para a namorada dele. Quando ele pediu para que parassem, ele diz que foi chamado de nordestino, farofeiro e cabeça chata. Em seguida, ele afirma que os dois estudantes fizeram gestos de que colocariam ele e a namorada dele no colo", disse Paulo Tucci, delegado titular do 4º DP.

A vítima sobrevivente e as testemunhas, no entanto, negaram provocações ou ofensas tanto a Valmir quanto à namorada dele. "A própria namorada dele disse que não se sentiu paquerada", ressaltou o delegado. À polícia Valmir disse ter jogado as armas utilizadas no crime no Rio Tamanduateí. "Vamos pedir aos bombeiros para que realizem buscas para tentar localizar estas armas no rio", disse.

Outro lado

Apesar de a polícia informar que os dois suspeitos confessaram o crime e que tem provas técnicas e testemunhais da participação deles no atentado aos alunos da FGV, o advogado da dupla, Getúlio Serpa, contestou a versão. Segundo o defensor dos irmãos, os dois negam envolvimento no crime e alegam inocência.

Serpa afirmou que irá entrar com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele vai pedir para que o decreto de prisão contra seus clientes seja anulado e eles possam responder ao crime em liberdade. “Eles são inocentes das acusações. Não cometerem esses crimes”, disse Serpa.    

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