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Após apagão, Eletropaulo anuncia medidas para melhorar serviço

Após apagão, Eletropaulo anuncia medidas para melhorar serviço

Atualizado: Quarta-feira, 6 Julho de 2011 as 8:17

Presidente da Eletropaulo ( no Centro) fala sobre

as melhorias (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

    Depois da avalanche de críticas e reclamações, inclusive do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a direção da AES Eletropaulo anunciou nesta terça-feira (5) investimentos para melhorar a qualidade do serviço na Grande São Paulo. De acordo com o presidente da concessionária responsável pelo abastecimento de luz, Britaldo Soares, as medidas já estavam sendo implantadas, mas houve uma aceleração no processo devido ao caos provocado com o apagão em diversas regiões após um temporal no dia 7 de junho.

“Foi o maior evento que tivemos. O episódio do dia 7 trouxe algumas lições”, afirmou Soares, em uma entrevista coletiva no prédio da empresa, na Vila Olímpia, Zona Sul da cidade. Ele disse que, nos próximos dois anos, a Eletropaulo vai investir R$ 120 milhões na ampliação do serviço de atendimento aos clientes, na contratação de eletricistas para fazer o conserto e a manutenção dos equipamentos e em tecnologia.

Até novembro de 2011, o atendimento eletrônico, chamado Unidade de Resposta Automática (URA), deve ser ampliado 27 vezes, passando de 2 mil para 54 mil chamadas por hora. Nesse serviço, o cliente não fala com nenhum atendente, fazendo sua solicitação por meio de uma gravação.

Soares também contou que a empresa vai expandir o call center com a contratação de 150 pessoas além das 400 que já exercem essa função. Haverá ainda uma equipe de prontidão “para ser acionada em dias de crise”, informou o presidente da Eletropaulo.

Em dias normais, a concessionária recebe por dia, em média, entre 1.000 e 2.000 mensagens via celular (SMS) de pessoas reclamando de falta de luz. Segundo Soares, esse canal de contato com o cliente será melhorado. “No dia 7 (de junho), tivemos 108 mil mensagens. Foi uma sobrecarga. Agora, estamos aumentando a capacidade de SMS para 100 mil por dia.”

Quando houve o temporal ao qual o presidente da Eletropaulo se referiu, as rajadas de vento derrubaram, segundo ele, pelo menos 260 árvores. Esse foi um dos principais motivos do apagão, pois a fiação foi danificada com a queda dos troncos e galhos. Soares estimou que cerca de 600 pessoas tenham sido prejudicadas com o apagão. Na ocasião, o governador Geraldo Alckmin declarou que a Eletropaulo “não tinha condições mínimas” de atender seus clientes e cobrou providências.

Nesta terça, o presidente da empresa negou que as melhorias estejam sendo adotadas após muitas cobranças. "Não tem nenhuma solicitação formal de nenhuma ação", disse Soares, acrescentando que "as partes envolvidas", como a Secretaria de Energia, serão avisadas sobre os investimentos.

Áreas arborizadas O diretor-executivo de Operações, Sidney Simonaggio, contou que faz parte dos planos da empresa melhorar o atendimento na Grande São Paulo, onde houve trechos que ficaram sem luz por dois dias. “Muitas de nossas obras estão sendo feitas nessas regiões que são densamente arborizadas. A (quantidade de) queda de árvore é muito grande. Não há rede elétrica que aguente”, afirmou Simonaggio.

Para manutenção, restabelecimento de luz e poda de árvores, a concessionária anunciou na coletiva a contratação de 580 eletricistas que vão se juntar aos 4.065 já empregados.

Procon

Em junho, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) chegou a pedir uma intervenção na Eletropaulo por causa dos problemas com o abastecimento de luz. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o Procon informou que não se manifestaria sobre as medidas anunciadas pela concessionária e disse que no dia 9 de junho chegou a receber 335 reclamações de clientes da empresa.

As queixas, em sua maioria, eram relacionadas à falta de luz, a equipamentos danificados com o apagão e à dificuldade em fazer contato com a Eletropaulo. No dia 7 de junho, quando começou o temporal, as reclamações tinham sido bem menores: apenas 3.          

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