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Após assembleia, motoristas mantêm greve de ônibus em SP

Após assembleia, motoristas mantêm greve de ônibus em SP

Atualizado: Quarta-feira, 2 Fevereiro de 2011 as 8:29

Motoristas e cobradores de ônibus da Viação Himalaia reunidos na manhã desta quarta-feira (2) decidiram em assembleia manter a greve na Zona Leste de São Paulo. Desta vez, além dos ônibus, os trólebus também não estão circulando. São cerca de 300 ônibus e 200 trólebus paralisados. Na terça-feira (1º), apenas os ônibus não circularam.

As linhas da empresa ligam as regiões de São Mateus e Cidade Tiradentes ao Centro da capital paulista. A São Paulo Transporte (SPTrans) acionou a Operação Paese e colocou 67 ônibus para cobrir as dez principais linhas e 85 veículos para cobrir sete linhas de trólebus. Até as 6h30 desta terça, a SPTrans não tinha previsão de quantas pessoas estão sendo afetadas pela paralisação.

De acordo com Nailton Francisco de Souza, coordenador do Departamento de Comunicação do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), a greve será mantida porque motoristas e cobradores não aceitaram as propostas da Viação Himalaia. Segundo Souza, o clima é de desconfiança entre os funcionários, descontentes com as negociações que se arrastam desde janeiro de 2010.     O diretor de comunicação afirma que a categoria aguarda ser convidada para uma nova reunião com a Viação Himalaia. Até as 7h35 desta terça-feira, ninguém foi encontrado na Viação Himalaia nem no Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP Urbanuss) para comentar o assunto.

Segundo motoristas e cobradores ouvidos pelo G1 , a Viação Himalaia foi comprada pela Viação Nova Horizonte, que pretendia incorporar os trabalhadores automaticamente, sem o pagamento da rescisão contratual. Eles querem uma garantia de que irão receber todos os direitos dos seis anos trabalhados.

Nesta terça-feira, segundo o SP Urbanuss, foi proposta a não alteração nos contratos de trabalho dos empregados da Viação Himalaia. Como haverá mudança na composição societária da empresa, os motoristas insatisfeitos poderão solicitar a rescisão contratual e o pagamento dos direitos trabalhistas relativos ao tempo trabalhado. A Viação Himalaia se comprometeu em pagar as horas paradas mediante o retorno às atividades durante a tarde. Entretanto, os motoristas não voltaram ao trabalho.    

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