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Após ataque no RJ, doadores fazem fila para doar sangue no Hemorio

Após ataque no RJ, doadores fazem fila para doar sangue no Hemorio

Atualizado: Quinta-feira, 7 Abril de 2011 as 4:47

Os apelos feitos pelo Hemorio deram certo e o instituto conseguiu suprir a necessidade dos hospitais para atender às vítimas do ataque à escola em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Hemorio, no entanto, ainda há necessidade de doações para abastecimento do banco de sangue, que distribui o material para 200 hospitais da rede.

Na tarde desta quinta, o tempo de espera na fila pode chegar a até quatro horas. Mas quem preferir pode doar na sexta sábado e domingo.

O ator Jonatas Faro compareceu ao centro assim que soube do ocorrido em Realengo. "É o mínimo que a gente pode fazer como cidadão", afirmou ele, que é doador frequente.

No entanto, a assessoria do Hemorio informou que o ator não pôde doar sangue por ter uma tatuagem feita há quatro meses. Segundo o instituto, para fazer a doação, as tatuagens devem ter sido feitas há mais de um ano.

Quem também costuma doar e se sensibilizou com a tragédia foi o cabo da Polícia Militar André Luis Correa da Silva. Ele tem um filho de um ano, e pensou nele na hora que soube, por colegas. "Fui liberado pelo comandante do batalhão de Copacabana, vim trazer minha solidariedade. Mas a vontade mesmo era de estar lá, ajudando", disse.

Até o início da tarde, o Hemorio tinha recebido 223 doações, o que corresponde ao mesmo número de bolsas de sangue. Havia ainda muita gente aguardando o cadastro e esperando na fila para doar.

Logo pela manhã, quando o Hospital Albert Schweitzer recebeu as vítimas do ataque, o centro enviou 68 bolsas ao hospital, o que deixou o estoque, que já estava baixo, ainda mais vazio.

A auxiliar de serviços gerais Maria Perpétua do Socorro também foi liberada do trabalho. Ela aguardava a triagem há quase duas horas. "Todo esforço vale a pena nessa hora", disse ela, que é moradora de Bonsucesso. Quem também saiu de longe, enfrentando mais de uma hora de viagem para doar foi o instalador Humberto Nascimento, que mora em Piabetá. "A gente tem filho, a gente tenta se colocar no lugar deles. A gente fica satisfeito com tanta gente doando. A espera nessa hora é o de menos."        

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