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Após confronto, clima continua tenso na região da Rua 25 de Março

Após confronto, clima continua tenso na região da Rua 25 de Março

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 1:40

Comerciantes do Shopping Mundo Oriental, da Rua 25 de Março, no Centro da capital paulista, não puderam abrir suas lojas e trabalhar na manhã desta sexta-feira (1º). O clima continuava tenso no centro de comércio popular após o confronto entre lojistas e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) nesta quinta-feira (30), iniciado depois de uma manifestação contra a operação da Prefeitura para combater a pirataria.

Guardas se instalaram nas ruas da região na manhã desta sexta. Eles chegaram preparados, com bombas de efeito moral, para controlar qualquer tipo de tumulto, assustando consumidores e preocupando lojistas. “Eu dei graças a Deus de não estar aqui ontem”, comentou a funcionária pública Rosângela Queiroz, que foi fazer compras no local na manhã desta sexta.     Protesto

Na quinta-feira, os guardas utilizaram bombas de efeito moral para dispersar o protesto na Rua Barão de Duprat na quinta-feira. Por sua vez, os manifestantes chegaram a bloquear totalmente a Avenida Senador Queirós com pedaços de papelão e madeira incendiados. Equipes do Corpo de Bombeiros apagaram o fogo e o trânsito às 11h40 havia sido liberado. Apesar disso, havia lentidão na região.

O protesto, que contou com a participação de cerca de 400 pessoas, segundo a GCM, era contra a restrição da entrada dos lojistas feita no shopping pelo Gabinete de Segurança e pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana. O estabelecimento foi fechado novamente nesta quarta-feira (29) durante operação de combate à pirataria. Desde dezembro de 2010, 25 milhões de produtos pirateados e falsificados foram apreendidos.

Os advogados dos lojistas afirmaram que entraram com um mandado de segurança na quinta para manter o shopping aberto. Eles querem que apenas as lojas suspeitas de vender produtos piratas sejam fiscalizadas.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, na operação de quinta não foram apreendidos produtos. A prefeitura está analisando documentos e notas fiscais para verificar irregularidades no local.          

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