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Após confusão, presidente da Câmara fecha prédio no interior de SP

Após confusão, presidente da Câmara fecha prédio no interior de SP

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 4:31

A sessão da Câmara Municipal de Presidente Alves, a 383 km de São Paulo, terminou em tumulto nesta segunda-feira (28). Após se desentender com os vereadores, o presidente da Casa, Waldir Luiz Lamberti, decidiu trancar com cadeado o prédio do Legislativo.

Segundo o vereador Reginaldo Morais Anastácio, o que causou a confusão foi uma tentativa dos vereadores de fazer uma denúncia contra o presidente da Câmara. “Um vereador tentou fazer uma denúncia de compra de votos que aconteceu em 2008 e também sobre ele fazer comissões sem aprovação do plenário. Ele negou o pedido três vezes”, conta.

No fim da sessão, segundo Anastácio, quando o vereador denunciante levantou para entregar documentos para os presentes, o presidente decidiu encerrar a sessão. “Quando o vereador disse que ia abrir votação para processo de investigação contra ele, o presidente desligou o microfone, o sinal da internet e saiu do plenário”, afirma.

Após a saída de Lamberti, os vereadores contam que continuaram a sessão e fizeram a votação. “Eu que sou o vice-presidente assumi e fizemos a votação. O resultado foi favor da abertura da investigação e afastamento durante esse tempo do presidente”, diz Anastácio.

Depois da votação, foi montada uma comissão de inquérito. “Chamei funcionários comissionados para ajudar, mas eles negaram. No meio da votação, o primeiro secretário e também o segundo abandonaram a sala. Logo depois acabou a votação”.

De acordo com os vereadores, após o término da sessão, o presidente se negou a passar a chave do prédio ao vice e, por isso, eles foram até a delegacia fazer um boletim de ocorrência. “Quando a gente não estava lá, ele trancou a delegacia. Foi por volta de umas 21h."

Lamberti conta outra versão. “Eles tentaram interromper a ordem do dia para protocolar minha cassação imediatamente. Não poderia ser assim, eu tenho direito à defesa. Teve tumulto por causa disso. Eles queriam fazer minha cassação à força”, afirma.

Cadeado

O presidente da Casa disse ao G1 que o cargo lhe permite fechar a Câmara a qualquer momento. “Por ser presidente posso fechar por luto ou, como foi o caso, por falta de segurança. Veio até a polícia da região para garantir minha integridade.”

Questionado sobre a veracidade das denúncias feitas pelos vereadores de Presidente Alves, Lamberti diz que elas são infundadas. “É mentira. Eles que provem, então. Eles querem é fazer justiça com as próprias mãos. Me julgaram e me condenaram sem defesa, cadê a democracia?”, questiona.

Lamberti diz também que nesta terça-feira (1°) o prédio da Câmara ficou fechado e deve permanecer até que ele tenha segurança. “Eu estou impetrando um mandado de segurança. A Justiça que vai decidir. Mas enquanto isso quero segurança para poder abrir a Câmara quem sabe amanhã, ou quinta.” Ele afirma que nesta manhã os demais vereadores tentaram invadir o prédio. Anastácio nega. “Não tentamos arrombar. Mas entramos com um mandado de segurança para poder voltar ao trabalho."

Briga entre vereadores

Essa não é a primeira vez que um tumulto ocorre na Câmara de Presidente Alves. Em março de 2010, imagens do circuito interno da Casa mostraram o momento da discussão e a hora em que um vereador atirava uma garrafa de plástico no presidente da Câmara.

A briga teve início quando Lamberti estava ao microfone, discutindo o requerimento que havia feito para investigar a contratação da irmã de um vereador, que, segundo o presidente, era irregular. Como o vereador era da oposição, os ânimos se exaltaram e a sessão terminou com agressão.    

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