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Após depor, nutricionista é indiciada por homicídio doloso

Após depor, nutricionista é indiciada por homicídio doloso

Atualizado: Sexta-feira, 5 Agosto de 2011 as 12:14

O advogado da  nutricionista Gabriela Guerrero,  José Luis de Oliveira Lima, disse nesta sexta-feira (5) que sua cliente foi indiciada por homicídio doloso.  Ela deixou o 14º Distrito Policial, de Pinheiros, na Zona Oeste, por volta das 12h, sem falar com a imprensa.

Gabriela chegou pouco antes das 10h ao distrito policial  para prestar depoimento sobre o atropelamento do empresário Vitor Gurman, no dia 23 de julho. . Ela afirma que dirigia a Land Rover do namorado, o engenheiro Roberto de Souza Lima, de 34 anos, no momento do acidente.

Oliveira Lima disse que não concorda com o indiciamento por homicídio doloso e afirma que sua cliente não estava em alta velocidade. Gabriela vai responder ao processo em liberdade e deve permanecer com a habilitação.

Na quinta (4), o titular do 14º DP, Ricardo Cestari, afirmou que ela deverá responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, porque conduzia o jipe blindado acima do limite de velocidade permitido na Rua Natingui, na Vila Madalena, onde atropelou Gurman.     Questionado se a nutricionista será indiciada por homicídio doloso, o delegado foi enfático: "Isso. O crime é homicídio doloso". Ele disse já ter elementos para dizer que ela estava ao volante no momento do acidente, e não o namorado dela.

“O fato da velocidade [que caracteriza o homicídio doloso]. Ela estava assumindo o risco. Estava em um carro grande”, afirmou o delegado. De acordo com Cestari, o veículo trafegava em velocidade “bem maior” do que permitida. Segundo a polícia, um primeiro laudo apontou que a nutricionista estava alcoolizada no momento do acidente.

Na quinta-feira, o gerente do vallet do bar Piove, onde o casal estava pouco antes do atropelamento, afirmou que Guerrero deixou o estabelecimento ao volante.

“Na saída do estabelecimento, eu notei que ele queria dirigir o carro para ir embora, só que ela, muito decidida, sóbria, falou: ‘Eu vou dirigir o carro’. O carro estava funcionando já. Eu entreguei o carro a ela, ela entrou no carro e foram embora”, afirmou Naílson Manoel Barbosa.

“O rapaz não tinha condição alguma de assumir o carro. Aparentemente ele estava bêbado”, disse. O gerente do vallet, que trabalha no local há três anos, disse que conhecia a nutricionista “há algum tempo”.

A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para concluir o inquérito.          

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