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Após dois dias de greve, trens voltam a circular na Grande São Paulo

Após dois dias de greve, trens voltam a circular na Grande São Paulo

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2011 as 7:04

A circulação dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) está normalizada nesta sexta-feira (03), de acordo com a assessoria da empresa. Na tarde de ontem, os três sindicatos que representam os trabalhadores do setor ferroviário decidiram suspender a greve iniciada na quarta-feira (01). Cerca de 2,45 milhões de usuários foram afetados pela paralisação.

No entanto, a greve foi suspensa até o próximo dia 10, quando representantes dos trabalhadores voltam a se reunir no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, em São Paulo, em nova rodada de negociação. Nesta quinta (02), o TRT dobrou a multa de R$ 100 mil para R$ 200 mil em caso de descumprimento da liminar que fixava em 90% o mínimo operante nas linhas tanto do Metrô de São Paulo quanto da CPTM. Além disso, o TRT ainda definiu, após audiências de conciliação entre as partes, que 100% dos quadros terão de operar mesmo em caso de paralisação.

“A categoria decidiu acatar o pedido do TRT e suspendeu o estado de greve, mas tem ajuizada essa reunião de conciliação do dia 10, às 13h30, e nova assembleia no mesmo dia, às 18h; a preocupação não era com a multa referente ao não cumprimento da liminar, vamos é ter paciência para não prejudicar a população", disse o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos. Para ele, houve avanço nas negociações. "A empresa aumentou para R$ 18 o valor do ticket e vai rever a licença maternidade de 120 dias para 180", citou.

Os trabalhadores reunidos pelo Sindicato da Zona Sorocabana também definiram em assembleia a retomada das atividades, segundo a assessoria da entidade, "como forma de atender o TRT e até por questão de consideração à população". "Mas nova paralisação não está descartada mais tarde, pois mantém-se o estado de greve enquanto acontecem as negociações".

O consultor de comunicação do Sindicato da Central do Brasil, Rogério Centofanti, afirmou que “ a categoria ganhou um fôlego para negociar" e que “é estratégico o recuo nesse momento".

Metrô

Na noite de quinta os trabalhadores do Metrô decidiram não parar suas atividades. Em assembleia na sede do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo, no Tatuapé (zona leste), a categoria encerrou a campanha salarial e aceitou os 8% propostos pelo Metrô, além de reajustes sobre benefícios como vale alimentação, que passa de R$ 100 para R$ 150.

Ao todo, o metrô paulistano tem cerca de 8.700 trabalhadores e uma demanda de mais de 3,7 milhões de passageiros/dia durante a semana.

Ônibus parados no ABC

Também nesta quinta-feira, em assembleia, os trabalhadores do Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC decidiram manter a greve iniciada na quarta-feira, mas avaliam em nova reunião, às 9h, os rumos do movimento. Um funcionário do sindicato informou ao UOL Notícias que há mais ônibus circulando na região metropolitana e que o serviço deverá estar normalizado após as 9h.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) pediu que a Justiça multasse em R$ 200 mil o sindicato pelo descumprimento da decisão judicial que havia determinado a circulação de 80% da frota mesmo com a greve da categoria.

De acordo com a EMTU, a greve atinge 14 das 19 empresas de transporte metropolitano e prejudicou ao menos 200 mil passageiros. São afetadas pela paralisação as cidades de Mauá, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, Diadema, Santo André e Rio Grande da Serra.  

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