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Após ocupação, moradores da Vila Cruzeiro reclamam de sujeira

Após ocupação, moradores da Vila Cruzeiro reclamam de sujeira

Atualizado: Quinta-feira, 9 Dezembro de 2010 as 4:12

Após a ocupação da Vila Cruzeiro, na Penha, há duas semanas , moradores reclamam da falta de serviços básicos para a população no local. Eles afirmam que as carcaças de carros queimados e a sujeira podem ser um risco para as crianças que brincam nas ruas. Vazamento de esgoto e falta de luz também estão na lista de reclamações.

“A gente tem aqui uma ausência de um posto de saúde, de uma escola técnica, de um centro de capacitação profissional (...). A comunidade nos cobra isso e a gente espera muito que toda essa coragem que o governo teve de fazer essa invasão policial, que também tenha a mesma coragem de fazer essa invasão social, e eu acredito nisso”, afirmou Antônio Tiburcio, coordenador geral de um centro social que atende quase cinco mil crianças.

No entanto, o ônibus da Secretaria estadual de Trabalho e Renda começou a oferecer cursos de aperfeiçoamento profissional. Para muitos, esse é uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho.

Denúncia de desabamento

Alexandro Franquini, presidente da Associação de Moradores da comunidade Quatro Bicas, na Vila Cruzeiro, contou que na forte chuva de domingo (5) duas casas da região desabaram. Segundo ele, em outubro o Instituto de Geotécnica do Município do Rio (Geo-Rio) esteve no local e promoteu fazer obras.

“Um técnico da Geo- Rio esteve em nossa comunidade dia 14 de outubro e prometeu que dentro de um mês eles estariam retornando”, disse ele.

A Geo-Rio informou que investirá R$ 10 milhões em obras emergências de contenção de encostas no Rio. Já a Defensoria Pública estuda possibilidade de o ônibus que está atualmente no conjunto de favelas do Alemão passe uns dias também na Vila Cruzeiro. O ônibus oferece serviço de assessoria jurídica aos moradores da comunidade, além de ajudar a conseguir segunda via de documentos e receber denúncias.

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