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Após parto em banheiro, família acusa hospital de negligência em SP

Após parto em banheiro, família acusa hospital de negligência em SP

Atualizado: Sexta-feira, 29 Abril de 2011 as 3:59

Segundo a família, Daline quer ficar com o bebê (Foto: Reprodução/TV Tem)

  A família da jovem de 20 anos que teve um bebê prematuro dentro do banheiro do Hospital Paulo Sacramento em Jundiaí, a 58 km de São Paulo, pretende mover uma ação civil contra a instituição por negligência. Os pais de Daline Batista Maria disseram que ela procurou o centro médico na madrugada desta terça-feira (29), algumas horas antes do parto, mas não recebeu o atendimento adequado.

Daline teria ido ao hospital junto com o pai porque estava com fortes cólicas. Como o médico de plantão estava em uma cirurgia de emergência, ela foi embora e comprou remédios para dor em uma farmácia da cidade. As cólicas continuaram e ela voltou ao centro médico, desta vez com a mãe, e foi atendida por um clínico geral. A jovem foi, segundo os familiares, medicada e encaminhada para um ginecologista. Segundo Daline, o médico que a atendeu não fez nenhum exame clínico.

O pai da jovem, Luiz José Maria, afirma que a filha recebeu um atestado médico de um dia antes de ser liberada. Segundo ele, a jovem foi ao hospital para ver o filho nesta quinta-feira (28) e a família quer ficar com o bebê. "Nós vamos dar todo o apoio a ela [Daline] e à criança. O namorado também está dando apoio. Ninguém a abandonou. Nem ela vai abandonar a criança", disse a mãe de Daline, Maria Batista da Silva.

Segundo o Hospital Paulo Sacramento, o estado clínico do bebê permanece grave. Ele continua sendo medicado para evitar infecções e respira com a ajuda de equipamentos.

Investigações

A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito sobre o caso. Antônio Dota Júnior, delegado responsável pela investigação, deve ouvir na segunda-feira (2) os funcionários do hospital que tiveram contato com Daline e o bebê, inclusive os médicos que atenderam a jovem. “Ela responsabiliza o hospital em razão de não ter efetuado nela um exame ginecológico detalhado. Se o fizesse, com certeza o hospital teria constatado que ela não estava somente com cólicas menstruais e, sim, em trabalho de parto”.

O hospital não quis se pronunciar sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa, o assunto apenas será tratado publicamente quando o inquérito policial for concluído.        

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