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Após período crítico, menino que recebeu coração no RJ abre os olhos

Após período crítico, menino que recebeu coração no RJ abre os olhos

Atualizado: Quarta-feira, 20 Abril de 2011 as 1:57

Passado o momento crítico, o menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, que foi submetido a uma cirurgia de transplante de coração na sexta-feira (15) no Instituto Nacional de Cardiologia (INC) já consegue abrir os olhos, segundo seu pai, Luiz Cláudio Alves. Ele conta ainda que Patrick já consegue urinar por conta própria.

"É muita felicidade saber que Deus existe. Sempre acreditei nele e entreguei a ele a situação do Patrick", disse Luiz Cláudio. Ainda de acordo com o pai, o quadro de saúde do menino vem apresentando melhora diariamente. "A cada dia que passa ele está melhor, o coração vai ficando melhor. Os médicos estão otimisitas", comemora ele.

No último boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Cardiologia na terça-feira, a assessoria de imprensa do INC informou que o menino está estável e segue respondendo lentamente ao tratamento. Ainda de acordo com o instituto, ele ainda precisa de suporte cardiorrespiratório e renal. Procurado pelo G1, o hospital ainda não divulgou novo boletim sobre o estado de saúde do menino.

Cirurgia foi um sucesso, diz médico

Na sexta-feira, o cardiologista do hospital, Alexandre Siciliano, classificou como um "sucesso" o transplante, mas reiterou que, por se tratar de uma cirurgia de alto risco, as 72 horas seguintes seriam consideradas críticas. Neste período, a criança poderia apresentar rejeição ao novo coração, assim como sangramentos, arritmias e paradas cardíacas.

Segundo ele, Patrick ficará, no mínimo, 30 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica do hospital e precisará tomar remédios para a vida toda.

De acordo com o diretor do INC, Marco Antonio Mattos, cerca de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros e assistentes sociais trabalharam no processo de transplante do menino.

Patrick foi a primeira criança do Brasil a conviver com um coração artificial por cerca de 30 dias. O diretor explica que Patrick sofria de uma doença genética chamada miocardiopatia restritiva. Desde então, ele teve dois coágulos no coração e o órgão acabou se deteriorando, após uma das cirurgias para a retirada do coágulo. O coração artificial poderia ficar no corpo da criança por até três meses.      

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