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Após prejudicar 69 mil pessoas, greve de ônibus termina em SP

Após prejudicar 69 mil pessoas, greve de ônibus termina em SP

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 1:13

A paralisação desde a madrugada de motoristas e cobradores de ônibus da cooperativa Transcooper afetou pelo menos 69 mil passageiros na Zona Norte de São Paulo nesta sexta-feira (23). Os funcionários decidiram, após assembleia ocorrida durante a manhã, voltar ao trabalho durante a tarde.

Os trabalhadores decidiram entrar em greve após um micro-ônibus ter sido incendiado na noite de quinta-feira (22), na região do Jaçanã, Zona Norte. A Transcooper atende 31 linhas em São Paulo, com 388 ônibus. Mais cedo, a cooperativa Fênix, que atende 7 linhas, com 150 veículos, também paralisou suas atividades, mas desde as 7h os veículos voltaram para as ruas.

O   G1   percorreu dezenas de vias nos bairros de Santana, Tremembé e Tucuruvi e constatou que, com exceção de um, todos os pontos de ônibus estavam com poucos passageiros. “Eu geralmente levo 15 minutos esperando”, disse a dona de casa Zumira Rosa Cardoso, de 42 anos. Aflita com a greve, ela temia não conseguir ir até o médico, onde marcou consulta para seu filho, Kauã, de 3 anos. Seu temor, porém, foi em vão, já que, cinco minutos após chegar ao ponto, subiu no coletivo. “Se demorasse, desistiria”, acrescentou.

A SPTrans acionou o Plano de Auxílio entre as Empresas em Situação de Emergência (Paese). Com isso, veículos de outras empresas foram deslocados para tentar amenizar o problema.   Tensão

Em frente à garagem da Transcooper, o clima era tenso. Funcionários se reuniam a portas fechadas e discutiam a segurança. Dois carros da Polícia Militar estavam estacionados em frente à cooperativa.

O medo começou na noite de quinta. Pouco antes das 23h, um micro-ônibus que fazia a linha Jardim Marina - Metrô Tucuruvi parou num ponto e um homem entrou carregando gasolina. Na Rua Maria Amália Lopes Azevedo, quase esquina com a Avenida Antonello da Messina, o criminoso mandou que os passageiros descessem e ateou fogo ao ônibus. Ninguém ficou ferido e o homem fugiu.

A polícia investiga se o ato de vandalismo foi uma reação à chacina que aconteceu na mesma região, na noite de quarta-feira. Sete pessoas foram baleadas dentro de um bar - quatro morreram.

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