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Após prejuízo, comércio de Itaipava ajuda famílias que perderam tudo

Após prejuízo, comércio de Itaipava ajuda famílias que perderam tudo

Atualizado: Sexta-feira, 14 Janeiro de 2011 as 2:25

Empresários e lojistas acumulam prejuízos com a catástrofe das chuvas dos últimos dias em Itaipava, Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Eles ainda não conseguiram contabilizar as perdas, mas os estragos dos estoques mostram que esses empreendedores - a maioria com pequenos negócios - perderam muito dinheiro com a invasão das águas do Rio Santo Antônio, que matou mais de 500 pessoas e deixou muitos desabrigados.

Resignados, em vez de lamentar, eles são os principais doadores de alimentos às famílias que procuram ajuda.

"O melhor que a gente faz é ajudar essas pessoas a reconstruírem suas casas, reconquistarem seus espaços e dignidades. Eles, como todos nós, são vítimas de uma catástrofe da natureza. Temos que respeitar e seguir em frente. Agora, sem dúvida, esperamos mais iniciativas do poder poder público para que a gente possa recuperar nossos negócios", afirma Ademir da Costa Maia, 56 anos, dono de uma loja de material de construção e de rações.

Seu estabelecimento foi invadido por água e lama. Sacos de cimento, pacotes de ração, material elétrico e outros produtos do estoque se perderam no lamaçal. "Por enquanto, acho que meu prejuízo já chega a R$ 80 mil", calcula. "Meus empregados é que estão ajudando a tirar a lama de dentro da loja e tentando minimizar o prejuízo. Mas acho que vai ser em vão".

O dono de uma oficina, na estrada que liga Itaipava a Teresópolis, também começa a contabilizar os prejuízos. "Acho que vou precisar, inicialmente, de uns R$ 50 mil para recuperar esse espaço. Mas o prejuízo, com tantos carros de clientes que ficaram cobertos de lama, é incalculável, por enquanto", afirma Roberto Gracia de Andrade, dono do comércio no local há 8 anos.

Na mesma estrada, empregados de uma distribuidora de bebidas e de outras lojas usam mangueiras para limpar o espaço e retirar o excesso de lama que se acumulou dentro dos galpões. Trechos da rua, que ficou alagada com o transbordamento do Rio Santo Antônio, ainda representam riscos para os motoristas. Com isso, muitos comerciantes não têm recebido mercadorias, o que tem prejudicado o fornecimento de alguns produtos para a população.

"Ainda não conseguimos fazer um levantamento do prejuízo no comércio em Itaipava, mas sabemos que é muito grande. Estamos diante de uma situação lastimável", conclui o secretário-executivo da Associação Comercial e Empresarial de Petrópolis, Lédio Ferreira.

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