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Após prisão de prefeito de Taubaté, secretário responde por Executivo

Após prisão de prefeito de Taubaté, secretário responde por Executivo

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2011 as 11:38

O secretário de Assuntos Jurídicos de Taubaté, Anthero Mendes Pereira Junior, responde temporariamente pela Prefeitura da cidade do interior de São Paulo após a prisão do prefeito, Roberto Peixoto (PMDB), nesta terça-feira (21). Peixoto, a primeira-dama, Luciana Peixoto, e o antigo chefe do departamento de compras e licitações Carlos Anderson foram detidos durante a Operação Urupês, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes em licitações no município.

A vice-prefeita de Taubaté, Vera Saba, não assumiu o cargo porque a Lei Orgânica do município prevê que o secretário de Assuntos Jurídicos é quem assume a Prefeitura quando o titular se afasta por um período de até dez dias. Após esse prazo, caso o prefeito continue afastado, Vera deverá ser empossada.     Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, Pereira Júnior vai ficar responsável por ações como nomeações de servidores, liberação de pagamentos e também pelo andamento de licitações. Além disso, segundo a assessoria, casos específicos poderão ser apreciados pelo próprio prefeito Roberto Peixoto, que mesmo preso continuaria despachando.

O advogado do prefeito e da primeira-dama, Alfredo José Gonçalves Rodrigues, disse nesta terça que a prisão temporária do casal foi ‘desproporcional’. O casal e Carlos Anderson foram levados para a sede da PF em São José dos Campos, também no interior paulista.

“As investigações ocorrem desde julho de 2009. O prefeito nunca foi intimado para depor, e, se fosse, compareceria. Ele não se ausentou nem não viajou”, disse. O advogado afirmou que o prefeito e a primeira-dama são inocentes e que ainda não existem provas

Operação

O delegado da Polícia Federal em São José dos Campos, Ricardo Carneiro, que conduz o inquérito, disse que o caso está sem segredo de Justiça. Por isso, não pode divulgar detalhes e nomes na operação. Carneiro disse, no entanto, que as investigações tiveram início depois da denúncia de um ex-assessor da Prefeitura em 2009.

Segundo ele, depois da representação oferecida pela Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério Público Federal, o Tribunal Regional Federal expediu três mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão, sendo dez em Taubaté e três em São Paulo.

Das três empresas investigadas no esquema das fraudes, o delegado disse que uma não tinha sede e nem telefone. “Os contratos são de altos valores, e o que chama a atenção são dispensas de licitações de contratos nos valores de até R$ 30 milhões. Isso vai ser verificado”, afirmou o delegado. Segundo ele, foram apreendidos apenas documentos pertinentes à investigação.

A Operação Urupês foi batizada com esse nome em homenagem à obra de Monteiro Lobato, de acordo com a Polícia Federal. As investigações começaram em 2009 para apurar o desvio de recursos repassados pelo governo federal. Participaram da operação 54 policiais federais. Os suspeitos são investigados por crimes de fraude à licitação, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. “A suspeita é que o esquema funcione desde 2007”, disse o delegado.          

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