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Após quatro horas, termina reconstituição de crime em Cunha

Após quatro horas, termina reconstituição de crime em Cunha

Atualizado: Terça-feira, 19 Abril de 2011 as 2:48

A reconstituição do assassinato das irmãs Juliana e Josely Oliveira, de 15 e 16 anos, em Cunha, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, terminou às 13h15 desta terça-feira (19). A reprodução simulada do crime acabou na casa do principal suspeito, Ananias dos Santos. Ele chegou a segurar a arma usada para matar as vítimas durante a reconstituição. No final dos trabalhos, Ananias se despediu de sua irmã, que estava na casa, e ela chorou.

O suspeito, preso dia 11, compareceu ao local do crime, na zona rural da cidade, vestindo bermuda, camiseta e colete à prova de bala, que depois foi tirado. O advogado dele não o acompanhou.

  Policiais civis, militares, homens da Defesa Civil e um promotor de Justiça acompanharam os trabalhos. A reconstituição começou por volta das 9h desta terça, no momento em que as adolescentes desceram do ônibus escolar e foram abordadas por Ananias. Duas funcionárias da Prefeitura de Cunha que prestam serviços na delegacia da cidade representaram as vítimas. Elas desceram do ônibus, percorreram o trajeto que as irmãs faziam até em casa quando teriam sido abordadas pelo suspeito.

Em seguida, foram para o local onde os corpos foram encontrados. Segundo a polícia, a distância entre o local em que as vítimas desceram do ônibus e o ponto da mata onde os corpos foram encontrados tem 2,5 quilômetros. O delegado titular de Cunha, Marcelo Cavalcante, concederá uma entrevista à imprensa para comentar a reprodução simulada do assassinato às 15h desta terça-feira .

Nesta segunda-feira (18), o Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou que a arma usada na morte das adolescentes é a mesma encontrada com o principal suspeito do crime. Para Cavalcante, o resultado do exame de balística coloca Ananias como autor do crime. “Com o resultado de balística, Ananias deixa de ser suspeito e passa a ser considerado autor do crime, sem dúvida alguma. É prova material, conclusiva, cabal. Ele é autor do crime”. O delegado afirmou que pretende concluir o inquérito até 28 de abril.

O crime

As duas jovens desapareceram em 23 de março, quando voltavam da escola. Cinco dias depois, os corpos foram encontrados na zona rural, a 12 km de onde moravam. Elas foram mortas a tiros. O suspeito foi preso no dia 11, na casa dos pais, também em Cunha.

Segundo a polícia, ele estava na casa da irmã, que fica ao lado da residência de seus pais. Para a polícia, ele matou as irmãs em local ainda desconhecido e depois teve ajuda de duas ou três pessoas para deixar os corpos no meio da mata, em uma região de difícil acesso.

Ananias cumpria pena no Presídio Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé, também no interior, mas não voltou depois da saída temporária de Páscoa, em 2009. Desde então, Ananias passou a morar com os pais, na zona rural de Cunha, no mesmo bairro em que as adolescentes viviam. De acordo com as investigações, o jovem se interessou por Juliana, fato que despertou ciúmes na namorada, vizinha da família das vítimas.      

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