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Após queda de homicídios no RJ, Cabral dobra bonificação de policiais

Após queda de homicídios no RJ, Cabral dobra bonificação de policiais

Atualizado: Terça-feira, 1 Fevereiro de 2011 as 2:55

Após registro de queda no número de homicídios no Rio , o governador Sérgio Cabral anunciou, nesta terça-feira (1º), que vai dobrar a bonificação de policiais civis e militares que atingiram as metas de redução dos índices de criminalidade no segundo semestre de 2010.

De acordo com a nota divulgada pela assessoria de comunicação do governador, a medida passaria a valer somente a partir dos resultados do primeiro semestre de 2011, mas em função do bom resultado obtido, “Cabral decidiu retroagir o efeito da iniciativa para quem alcançou as metas no último semestre”. A expectativa é de que cerca de 10 mil policiais recebam a gratificação.

Com a mudança, a menor gratificação passa de R$ 500 para R$ 1.000.

Menor índice desde 1991

Na segunda-feira (31), a Secretaria estadual de Segurança informou que o Rio de Janeiro registrou o menor número absoluto de homicídios desde 1991. Foram 4.768 casos. Nos últimos quatro anos, houve uma queda de 26,6% na taxa por 100 mil habitantes. De 40,6 registros em 2006, caiu para 29,8 em 2010.

Na comparação entre 2009 e 2010, a redução, em números absolutos, foi de 18%. Ou seja, de 5.793 passou para 4.768 registros.

A queda foi a mesma (-18%), nos últimos dois anos, para a taxa de mortes por 100 mil habitantes. Ou seja, passou de 36,2, em 2009, para 29,8 em 2010.

Os dados sobre segurança no estado foram divulgados pelo secretário José Mariano Beltrame.  "Não estamos comemorando nada. Mas esses dados mostram que estamos consolidando uma política de segurança e acena para o caminho que devemos continuar perseguindo", disse.     Segundo o subsecretário operacional, Roberto Sá, os índices de redução se aproximam das metas estabelecidas para 2014. No caso de homicídio doloso, a meta para o ano da Copa é de uma taxa de 22,9% por 100 mil habitantes.

"Nossa proposta é que as polícias mudem suas lógicas. Que saiam dos confrontos para uma política de prestação de serviços. Nós não queremos mais promover ações para guerras. No Alemão ainda foi assim, uma ação de guerra. Mas o que se quer, o que se pretende, não é isso", afirmou o secretário.

Para Beltrame, as reduções desses números se devem a medidas em conjunto das polícias, a partir de um planejamento da Secretaria de Segurança e ações de governo que incluem a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Tamb ém na segunda-feira, foi inaugurada a 14ª unidade no Morro São João, no Engenho Novo, no subúrbio.    

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