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Após tragédia no Rio, governo fará campanha de desarmamento

Após tragédia no Rio, governo fará campanha de desarmamento

Atualizado: Sexta-feira, 8 Abril de 2011 as 9:38

O Ministério da Justiça fará uma campanha nacional do desarmamento a partir de dados da pasta sobre a circulação de armas de fogo no país. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse à Folha que a tragédia ocorrida nesta quinta-feira na escola municipal Tasso da Silveira reforça a necessidade de reagir ao armamento da população brasileira.

"Uma situação como essa mostra que precisamos agir", disse Cardozo.

Inicialmente, a campanha estava prevista para acontecer em junho. A presidente da República, Dilma Rousseff, pode decidir antecipar.

Pela manhã, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na escola localizada em Realengo, zona oeste do Rio, disparando diversos tiros contra alunos. Ele deixou mortos pelo menos dez meninas e um menino. Em seguida, suicidou-se após ser atingido por um policial.

O criminoso entrou na escola por volta das 8h, dizendo que daria uma palestra. Conversou com algumas pessoas e seguiu em direção às salas de aula, onde disparou diversos tiros. Segundo a polícia, a ação durou cerca de cinco minutos, deixando mortos e feridos --ao menos quatro estão internados em estado grave. Um garoto, baleado, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar.

O policial militar Márcio Alexandre Alves relatou que o rapaz chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam trancados em salas de aula. O policial disse ter atirado no abdome do criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, o atirador caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça.

A motivação do crime será investigada. De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento.

Várias das crianças feridas foram levadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros para o hospital Albert Schweitzer e demais unidades de emergência do Rio como o hospital Souza Aguiar, no centro. O hospital Albert Schweitzer, em Realengo, hospital mais próximo do local da tragédia, conta com cinco salas de cirurgia. Outros feridos chegaram a ser socorridos por vizinhos, que usaram os próprios carros.

A escola atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã.

Em carta (leia íntegra aqui), o criminoso fala em "perdão de Deus" e diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe.

O crime teve repercussão internacional. A presidente Dilma Rousseff chorou e pediu um minuto de silêncio por alunos mortos.

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