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Apresentação para Obama deixa Paul McCartney nervoso

Apresentação para Obama deixa Paul McCartney nervoso

Atualizado: Sexta-feira, 4 Junho de 2010 as 9:17

O músico britânico Paul McCartney disse nesta terça-feira que está nervoso por tocar perante o presidente americano, Barack Obama, de quem se declarou um "grande fã" e de quem receberá nesta quarta o maior prêmio para músicos populares nos Estados Unidos.

O ex-Beatle, que recebeu das mãos da rainha Elizabeth II o título de cavaleiro do Império, realizará um sonho impensável para o menino de Liverpool, que cresceu escutando os irmãos Gershwin, os compositores americanos que dão nome ao prêmio que vai receber.

Veja vídeo da entrevista de Paul McCartney

"Para um menino britânico que cresceu em Liverpool, a Casa Branca é algo bastante especial", disse em entrevista coletiva que concedeu na Biblioteca do Congresso dos EUA para falar sobre a cerimônia, da qual participará junto a outros artistas, como Stevie Wonder e Elvis Costello.

Para o músico inglês, que completará 68 anos em julho, a "sorte" e o talento lhe trouxeram prêmios importantes, segundo assinalou, mas desta vez ele está "um pouco nervoso" por ter de atuar "a poucos metros" de Obama.

"Sou um grande fã de Obama. É um grande homem, portanto o deixem em paz. Está fazendo um grande trabalho", brincou, dirigindo-se aos jornalistas da sala, a quem contou alguns segredos.

Por exemplo, disse que os versos da canção "Here today", um tributo a John Lennon, que dizem "Lembra da noite em que choramos, pois não havia nenhuma razão para deixar tudo aquilo dentro?", se referem a uma tarde de bebedeira do grupo em Key West, uma ilha da Flórida, quando a viagem do grupo foi adiada devido a furacões no sul dos EUA.

"Não havia nada para fazer ali. Era como um filme de Humphrey Bogart. Nos sentamos, bebemos e aquela se tornou uma dessas noites nas quais você faz confissões a teus amigos. Mas nunca choramos", disse.

Reconhecido ecologista, Paul preferiu não dar sua opinião sobre o desastre do vazamento da British Petroleum (BP) no Golfo do México, ao manifestar: "essa é uma pergunta grande demais para mim".

Sobre a composição das canções nas cabeças dos músicos, disse: "É um mistério. É magia. Começa com um buraco negro, e se você tiver sorte, algumas horas depois haverá uma canção. Esse mistério, essa magia é ainda a mesma para mim", disse.

Paul acredita que o papel do cantor de hoje é o mesmo que o do passado, e a cena musical segue tão viva como no passado, mas há mais soberba.

"Há muitos bons compositores por aí. A cena se mantém tão boa quanto antes. Bom, talvez não sejam tão bons quanto os Beatles", assinalou.

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