MENU

Argentina não vai colaborar com filme de Bigelow sobre tríplice fronteira

Argentina não vai colaborar com filme de Bigelow sobre tríplice fronteira

Atualizado: Quarta-feira, 12 Maio de 2010 as 5:15

Buenos Aires, 11 mai (EFE).- O Governo argentino descartou hoje colaborar com o filme que a cineasta americana Kathryn Bigelow, ganhadora de dois Oscar, deve filmar sobre a tríplice fronteira que a Argentina, o Brasil e o Paraguai compartilham por considerar que seu conteúdo "criminaliza" a região.

A Argentina "repudiou" o projeto cinematográfico porque "demoniza" e oferece uma "imagem negativa" de uma região muito importante em nível turístico para os três países, explicou um porta-voz da Secretaria de Turismo argentino à Agência Efe.

No entanto, o Governo não deve fazer nenhum tipo de rejeição legal ou institucional ao filme, além da decisão de não colaborar com a produção, que será filmada integralmente no Paraguai.

O Secretário de Turismo da Argentina, Enrique Meyer, manteve conversas com seus pares do Brasil e Paraguai nos últimos dias, com que coincidiu em repudiar o conteúdo do projeto cinematográfico, acrescentou o porta-voz governamental.

Bigelow, ganhadora do Oscar de melhor direção e melhor filme na edição desse ano da premiação com o longa "Guerra ao Terror", deve retratar em seu novo filme, cuja rodagem começa em 2011, o mundo do crime organizado que se desenvolve ao longo da tríplice fronteira.

A região fronteiriça entre o Paraguai, a Argentina e o Brasil é qualificada pelo Governo dos Estados Unidos como um centro de conexão e financiamento de grupos terroristas muçulmanos, o que foi desmentido reiteradamente pelos três países sul-americanos.

Na tríplice fronteira ficam as cidades de Puerto Iguazú (Argentina), Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), na qual vivem cerca de um milhão de pessoas.

A região é visitada anualmente por milhares de turistas atraídos pelas cataratas do Iguaçu, localizadas na Argentina e no Brasil, a hidroelétrica Itaipu (Brasil) e as vantagens comerciais oferecidas pelo Paraguai. EFE

veja também