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Assaltantes fingem ser passageiros e atacam ônibus na Bahia

Assaltantes fingem ser passageiros e atacam ônibus na Bahia

Atualizado: Quarta-feira, 27 Julho de 2011 as 12:58

Um ônibus da empresa Jauá, que saía de Salvador em direção à cidade de Santo Antônio de Jesus, a 193 Km da capital, foi assaltado por três homens por volta das 19h de terça-feira (26). Os criminosos iniciaram a ação logo depois que o veículo saiu do Terminal Rodoviário de Salvador e saquearam os passageiros. Um suspeito foi preso, mas os outros dois conseguiram fugir.

O assessor comercial da empresa Jauá, Rafael Dantas, conta que os homens se fingiram de passageiros, mas não há confirmação se as passagens teriam sido compradas por eles. Dantas relata que um cobrador da empresa, que estava no pátio dos ônibus, desconfiou do assalto. “Ele percebeu o momento em que todos os passageiros fecharam as cortinas. A partir disso, comunicamos à polícia. Andamos em estado de alerta, qualquer atitude suspeita rastreamos o carro”, comunica.     Um dos ocupantes do coletivo, o estudante Alexander Campos Silva, de 23 anos, relata que os assaltantes pediram ao motorista que levasse o veículo até o bairro do Pirajá, onde desceram.

Uma equipe da 9° Companhia da Polícia Militar foi acionada e conseguiu localizar um dos suspeitos. Ele tem 20 anos e está preso na Delegacia de Furtos e Roubos, no bairro dos Barris, em Salvador.

Os outros dois homens conseguiram fugir. Um deles foi identificado por passageiros após fotos mostradas pela polícia. O caso está sendo investigado pelo Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (GERC), da Polícia Civil.

“Eles causaram o maior terror. O ônibus estava cheio e eles armados. Conseguiram levar objetos valiosos. Tinha pessoas que iam fazer pagamentos em Santo Antônio de Jesus e ficaram sem nada”, relata o jovem, estudante do ensino médio. Dele, os assaltantes levaram um notebook e um videogame, avaliado em R$ 1 mil.

"Éramos para chegar a Santo Antônio às 21h e só chegamos às 5h30 da manhã [desta quarta-feira,27], porque tivemos que prestar depoimento à polícia. Estou muito abalado, não consigo dormir”, desabafa o estudante, que pega a mesma linha três a quatro vezes no mês.            

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