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Atacadão de produtos piratas no Centro de SP segue fechado

Atacadão de produtos piratas no Centro de SP segue fechado

Atualizado: Quinta-feira, 28 Outubro de 2010 as 5

Depois da denúncia feita na noite desta quarta-feira (27), o “atacadão” da pirataria fechou. As lojas que vendiam cópias ilegais de CDs e DVDs, em um shopping popular no Centro de São Paulo, não abriram na manhã desta quinta-feira (28). Sem saber que estavam sendo gravados, os comerciantes revelaram o esquema. Disseram que só trabalhavam com lançamentos do mercado e até que pagavam propina para trabalhar fora da lei.

Na noite de quarta, muita gente saiu do shopping com sacolas, mochilas e caixas. Vans e carros entraram e saíram sem ser incomodados. Nesta manhã, o shopping abriu, mas as lojas que tinham sido flagradas vendendo produtos piratas estavam todas fechadas. As cópias ilegais eram vendidas livremente em cem boxes, espalhados por dois andares do prédio. Era uma venda por atacado. Os camelôs se abasteciam no local, para depois revender os CDs e DVDs piratas por toda parte.   Nas prateleiras, não era difícil encontrar as últimas novidades dos cinemas. O galpão da Associação Antipirataria Cinema e Música está lotado, com 20 milhões de CDs e DVDs apreendidos de camelôs - a maioria em São Paulo. Só que, enquanto os atacadistas não forem incomodados, nada vai deter o comércio ilegal nas ruas. E já começa a surgir outro problema, o depósito ficou pequeno. “Se o camelô é tirado de uma esquina hoje, na próxima semana vai existir outro. É necessário também fazer o varejo. Mas o atacado é o principal”, diz o diretor da associação, Antonio Borges Filho.

O shopping onde fica o "atacadão" da pirataria pertence à familia de Law Kin Chong, o contrabandista flagrado tentando subornar o presidente da CPI da Pirataria. Ele foi preso e cumpriu pena. Os advogados de Law Kin Chong disseram que não vão se manifestar sobre o caso.

E, se você quiser fazer a cópia pirata em casa, tem jeito. No shopping, os comerciantes vendiam os encartes de papel separado, mas em grande quantidade. Perto do shopping, do lado de fora, é possível ver muitos camelôs. E, não muito longe, a polícia.

O delegado do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) Massilon Bernardes Filho disse que os policiais já fizeram apreensões, mas não podem fechar o shopping, porque isso caberia à Prefeitura. E que já sabia do “atacadão” da pirataria. A Prefeitura explicou que o shopping tem uma liminar da Justiça para continuar funcionando, por isso fica aberto, mesmo como as irregularidades.    

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