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Atingidas por chuvas, Niterói, Angra e Petrópolis mapeiam áreas de risco

Atingidas por chuvas, Niterói, Angra e Petrópolis mapeiam áreas de risco

Atualizado: Quinta-feira, 6 Janeiro de 2011 as 3:37

Assim como o Rio de Janeiro, os municípios de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, Angra dos Reis, no Sul Fluminense, e Petrópolis, na Região Serrana, estão entre os que mais sofrem com as chuvas no estado. As três prefeituras afirmaram que realizam estudos para mapear as áreas de risco.

A prefeitura de Petrópolis, onde três crianças morreram vítimas de deslizamento na terça-feira (4), disse que o levantamento mais recente da cidade é de 2008 e consta a identificação de 102 áreas de risco somente no 1° distrito.

Ainda segundo a prefeitura, a ampliação deste mapeamento, para que sejam incluídos os outros quatro distritos do município, já foi solicitada ao governo federal, através da Secretaria de Habitação e da Secretaria de Planejamento e Urbanismo de Petrópolis.

Em 2009, 128 imóveis em áreas de risco foram interditados na cidade. Em 2010, segundo a prefeitura, este número foi mais do que o dobro: 345 imóveis.

Niterói quer criar Geo-Nit

Em Niterói, como medida de prevenção a novas tragédias, a prefeitura está estruturando a Geo-Nit. Segundo o governo municipal, a Geo-Rio e o Departamento de Recursos Minerais (DRM) vão ajudar para que suas estruturas sirvam de modelo de referência para Niterói.

Um levantamento está sendo elaborado através da nova secretaria de Defesa Civil, criada em agosto de 2010. Segundo a prefeitura, a nova estrutura da secretaria tem capacidade para atender a uma média de 40 vistorias diárias e um Sistema de Comando de Emergência, utilizado nos Estados Unidos e na Europa, com capacidade para quadriplicar o atendimento, de acordo com a necessidade.

Ainda de acordo com a prefeitura, está prevista a construção de 180 apartamentos no bairro Viçoso Jardim, em uma área desapropriada, próximo ao Morro do Bumba, onde dezenas de pessoas morreram soterradas em abril do ano passado. Os imóveis serão construídos pelo goverto do estado.

As obras também prevêem unidades habitacionais nos bairros do Fonseca, Caramujo, Engenho do Mato, Sapê, Jacaré, Bairro de Fátima, Ititioca e Várzea das Moças, todas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

De um total de 4.526 unidades habitacionais, 2.510 serão voltadas prioritariamente para vítimas das chuvas de abril, quando morreram 168 pessoas em toda a cidade.

Angra promete estudo para o fim de 2011

Em Angra dos Reis, onde dezenas de pessoas morreram vítimas de deslizamentos há um ano, o mapeamento de áreas de risco começou em novembro e, segundo a prefeitura, deve ficar pronto dentro de 8 meses.

O estudo, segundo a prefeitura, tem como objetivo evitar novas tragédias. O trabalho inclui a criação de uma central de monitoramento, que será implantado para o próximo verão, e o estudo das bacias hidrográficas.

De acordo com a prefeitura, Angra tem atualmente cerca de 1.800 residências interditadas e todas as pessoas que tiveram que sair de suas casas recebem aluguel social no valor de R$ 510,00.

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