Audiência do caso Joanna continua nesta segunda-feira

Audiência do caso Joanna continua nesta segunda-feira

Atualizado: Segunda-feira, 17 Janeiro de 2011 as 4:06

A audiência do caso da menina Joanna recomeçou nesta segunda-feira (17). Nesta tarde serão ouvidas três testemunhas de defesa, entre elas, o perito que analisou Joanna e deu o parecer de maus tratos por parte do pai, André Rodrigues Marins, e da madrasta da menina, Vanessa Maia.

A sessão, que estava marcada para ter início as 13h, começou com cerca de uma hora de atraso, e na chegada a mãe da criança, a médica Cristina Marcenal Ferraz, aparentava abatimento e grande tristeza. - Só faço chorar, semana passada foi difícil, mas essa será muito pior, pois o perito vai contar tudo que aconteceu com minha filha.

A médica revela que um desembargador, que não quis citar o nome, vai estar presente no tribunal para demonstrar apoio a mãe, pois os dois compartilham da mesma ideia que um crime deste porte não pode passar sem ter um punição significativa e que a mesma sirva de exemplos para outros crimes como este.

Relembre o caso A menina Joanina, suspeita de ter sido vítima de maus tratos, morreu no CTI do Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio. Ela foi internada na unidade depois de passar por dois hospitais em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Além de ter tido várias convulsões, ela apresentava hematomas nas pernas e marcas nas nádegas e no tórax, que aparentavam queimaduras.

A partir daí, a mãe da criança, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, passou a acusar o pai da menina, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, que tinha a guarda dela na época, de maus tratos. Ele nega e atribui os ferimentos a sucessivas crises de convulsão. Durante as investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), foi descoberto que, além dos maus tratos, a criança tinha sido atendida por um falso médico no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca. Ela ficou 28 dias internada no Hospital Amiu.

A polícia investiga os maus tratos e o erro médico. A Corregedoria-Geral do Ministério Público estadual vai apurar se a promotora Elisa Pittaro, responsável pelo caso, cometeu falta disciplinar no caso da menina Joanna. No mesmo mês, após três anos de investigação, a promotora pediu o arquivamento do inquérito que apurava se o pai da criança agrediu a filha, conforme denúncia da mãe da menina.      

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