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Ausência de sangue de Juan no local do crime intriga a polícia

Ausência de sangue de Juan no local do crime intriga a polícia

Atualizado: Sábado, 16 Julho de 2011 as 7:27

Peritos recolhem os restos mortais de Juan no rio Botas

        Para provar que Juan de Moraes, de 11 anos, foi morto durante uma suposta troca de tiros entre criminosos e policiais militares e que o menino foi levado até o rio Botas, onde seu corpo foi encontrado, na altura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a polícia ainda tenta desvendar um mistério.

Embora o irmão de Juan, Wesley de Moraes, de 14 anos, que foi baleado durante o tiroteio ocorrido no último dia 20, no bairro Danon, em Nova Iguaçu, tenha afirmado em depoimento que viu Juan ser baleado no pescoço, bater contra um muro e cair no chão, nenhum vestígio de sangue do  menino foi encontrado no local do crime.

A perícia feita no local encontrou vestígios de sangue dos outros baleados, entre eles Igor de Souza Afonso, de 17 anos, que foi morto no mesmo beco, no final da rua Maurício Danon. O sangue de Juan, no entanto, não foi verificado.

A expectativa da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) é que o sangue do menino seja encontrado nas viaturas usadas pelos policiais. Embora o laudo preliminar não tenha verificado vestígios de sangue do menino, exames mais detalhados ainda estão sendo feitos para tentar individualizar os tipos de sangue encontrados nos carros da PM .

Carros usados pela PM costumam transportar criminosos e policiais feridos, socorrer vítimas de acidentes e até atender mulheres em trabalho de parto. O único material genético de Juan encontrado foi o suor no chinelo apreendido.     Com a falta de sangue no local do crime, ganha força a hipótese de Juan não ter sido ferido no local do crime. O Disque-Denúncia recebeu informações de que o menino teria sido morto por traficantes, supostamente irritados com o “vacilo” de seus subordinados por não avisarem sobre a chegada a polícia. A versão é sustentada por alguns policiais militares.  

Embora não descarte, a versão ainda soa como fantasiosa para policiais civis que investigam o caso. Isso porque não há tráfico armado do bairro Danon. Segundo moradores, Igor estaria implantando a venda de drogas no bairro, o que teria começado um mês antes do tiroteio que resultou na morte de Juan. Com ele, foi apreendida uma pistola.              

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