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Babá suspeita de agressão no Rio será ouvida por psicólogo

Babá suspeita de agressão no Rio será ouvida por psicólogo

Atualizado: Sexta-feira, 22 Julho de 2011 as 1:18

A babá suspeita de agredir uma criança de 2 anos no Rio será ouvida por um psicólogo na próxima segunda-feira (25). A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pela Polícia Civil, que explicou que a intenção é que a entrevista com um psicólogo ajude nas investigações. A babá de 33 anos foi presa no dia 12 de julho na casa onde trabalhava, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com o delegado Fábio Corsino, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), uma ex-empregada que trabalhou na casa da criança prestou depoimento e teria afirmado que a babá chamava a criança de "peste" e "porca".

O advogado Norbert Maximilian, que defende a babá, acredita que o conteúdo do depoimento da ex-empregada não aponta que a babá torturava a criança. “Não há nada que indique tortura, as declarações da ex-empregada em tese podem configurar maus tratos, mas não existe nada na figura de tortura”, acredita.

Ele nformou que vai entrar ainda nesta sexta com um pedido de revogação de prisão. A suspeita está presa em um presídio em Bangu, também na Zona Oeste.

Psicólogos entregam laudo sobre criança

O delegado Fábio Corsino recebeu na semana passada o laudo preliminar dos psicólogos sobre o estado emocional da criança. O laudo conclusivo ainda depende de os psicólogos ouvirem a babá, segundo explicou o delegado.

Corsino explicou que as imagens apenas reforçam depoimentos como o dos pais da garota e de uma empregada que se demitiu com poucos dias de casa e que avisou aos pais sobre as agressões da babá. "Não fui precipitado. O juiz decretou a prisão da babá com base no inquérito policial que teve o referendo do Ministério Público", disse Corsino.

Ele conta que nas imagens das câmaras há cenas da babá arrastando o sofá para fazer uma barreira e não ser filmada e aí poder bater na criança. Segundo o delegado, a mãe da criança chegou a ver essa cena, o que a levou a demitir a babá.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) já negou um pedido de habeas corpus para a babá. Em depoimento ao delegado Fábio Corsino, a babá confessou que puxava o cabelo da menina e dava beliscões nela, mas que só fazia isso como forma de educá-la. 

'Uma imagem não identifica o tipo de crime', diz ex-juiz sobre babá

“Uma imagem que mostre um resultado não pode identificar que tipo de crime foi cometido”, disse ao G1 , na semana passada, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Guaraci Vianna, que foi juiz de menores por 14 anos. Ele falava sobre as imagens que foram gravadas dentro da casa da menina e divulgadas pela polícia.

O desembargador considerou impactantes as imagens, mas disse que apenas elas não podem configurar um crime de tortura. “Mas é difícil fazer avaliações sem ler depoimentos. Os depoimentos têm que ser inseridos junto com as imagens”, explicou.

Para ele, o mais importante é evitar uma avaliação superficial que, “muitas vezes vai fazer com que a investigação chegue a uma conclusão que poderá ser rejeitada pela Justiça porque tudo foi feito apenas baseado em imagens”. Segundo o desembargador, isso só aumentaria a impunidade.            

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