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Bancada do PSD defende aliança na Câmara de SP e unidade em 2012

Bancada do PSD defende aliança na Câmara de SP e unidade em 2012

Atualizado: Terça-feira, 11 Outubro de 2011 as 3:23

Marco Aurélio Cunha (à direita) foi escolhido para fazer parte da liderança do PSD (Foto: Roney Domingos/ G1)

  A bancada do Partido Social Democrático (PSD) - a segunda maior da Câmara Municipal de São Paulo, com dez vereadores - anunciou nesta terça-feira (11) a escolha do vereador Marco Aurélio Cunha (ex-DEM) para a liderança do grupo e as diretrizes que deverão guiar os integrantes do partido do prefeito Gilberto Kassab. Foi a primeira reunião do grupo, que disse estar aberto a alianças com todos os partidos no Legislativo paulistano. Formado por ex-integrantes do PSDB, DEM, PMDB, PPS e PSC, o grupo defende unidade "absoluta" em torno de um mesmo nome para as eleições de 2012 e prega o voto distrital como plataforma de trabalho futura.   "Essa bancada é de centro, tendendo ao lado social", afirmou o vereador Marco Aurélio, que considera o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, recém-filiado ao PSD, um bom nome, mas não o único para candidato a prefeito. "É uma questão de organização, de alianças, conversas. Há nomes importantes dentro do partido, como o próprio Afif, Eduardo Jorge. Antes de colocar o nome do PSD, a gente tem de conversar com os outros partidos para comungar. Não é obrigatório o PSD ter um nome imposto", disse Marco Aurélio.

"O partido nasce como partido que busca alianças", afirmou o atual presidente da Câmara, José Police Neto (ex-PSDB). "As melhores alianças nascem no período de formação das candidaturas. Mesmo com nomes fortes, você abre mão dos nomes para construir uma candidatura", disse. "Muito do que a gente quer é participar da discussão junto ao prefeito dizendo sempre para ele que a nossa busca é de uma grande aliança, de avançar junto ao PSDB, junto ao PV, PSB, PC do B, PDT, PPS, PR. A mesma aliança que trouxe à Casa a presidência atual", afirmou.

Além dos dez vereadores em atividade, o PSD tem como filiados o vereador licenciado e atual secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra (ex-PR), e três suplentes.

Boa parte do novo grupo foi definida pela filiação em massa anunciada em setembro, mesmo antes de o partido ser reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A bancada do PSD absorveu na primeira leva cinco ex-democratas (Domingos Dissei, Edir Sales, Marco Aurélio Cunha, Ushitaro Kamia e Marta Costa) e dois ex-tucanos (o atual presidente José Police Neto e Souza Santos). Nos últimos dias, o grupo obteve ainda a adesão de Antonio Goulart (ex-PMDB), David Soares (ex-PSC) e de Milton Ferreira (ex-PPS).

O PT, que faz oposição a Kassab, continua com a maior bancada: são 11 vereadores. Os partidos que mais perderam cadeiras desde a posse, em 2009, na Câmara de São Paulo foram o PSDB (de 13 para 7) e o DEM (de 7 para 3). Além do PSD, outro partido beneficiado foi o PV. O número de vereadores passou de três para seis, com as adesões dos ex-tucanos Gilberto Natalini, Ricardo Teixeira e Roberto Tripoli. O PSB também cresceu, com a adesão de Juscelino Gadelha, ex-PSDB.        

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